O imponderável


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A vitória de Gilson de Souza do DEM (Democratas), nas recentes eleições em Franca, gerou uma certa perplexidade nos meios políticos da cidade. 
 
Sim, pois o candidato Sidnei Franco da Rocha, do PSDB, liderou as intenções de voto dos francanos no transcurso de todo o período de campanha eleitoral, especialmente no primeiro turno.
 
Por outro lado, o candidato tucano, após dois mandatos consecutivos, saiu da Prefeitura ostentando grande aprovação popular, alcançando índices jamais vivenciados por outros alcaides na história política da cidade.
 
Especulou-se sobre a possibilidade de ter havido uma certa soberba do candidato derrotado. Alguns sustentaram, como causa para a derrota, o fato de Sidnei ter se negado a participar dos debates no primeiro turno. 
 
Outros chegaram a invocar passagens bíblicas para justificar o resultado. Enfim, várias foram as teorias para tentar explicar uma derrota até então considerada improvável, mesmo porque o Democratas fez uma campanha modesta.
 
A meu ver, a explicação é bastante simples: efetivamente, em política, impera o imponderável. Veja o que aconteceu nos Estados Unidos com a eleição de magnata Donald Trump, batendo a candidata Hillary Clinton, que, em diferentes ocasiões foi tratada com virtualmente eleita, antes das urnas. Novamente se corrobora o conhecido adágio cunhado pela sabedoria popular: ‘Eleição e mineração, só depois da apuração’.
 
O ocorrido em Franca não é inusitado. Trata-se de mera reedição de situações idênticas vivenciadas no passado onde, mesmo sem a força da mídia eletrônica, candidatos dormiram eleitos e acordaram derrotados.
 
Registre-se, ainda, que no último 30 de outubro, Gilson de Souza ganhou, no mesmo dia, duas eleições, uma para prefeito de Franca, e outra, para deputado estadual. Sim, pois o deputado estadual que foi eleito à sua frente, também se elegeu prefeito de sua cidade, liberando-lhe, assim, a vaga. Que dia mágico!
 
 
Setímio Salerno Miguel
Advogado empresarial, professor da Faculdade de Direito de Franca

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