Tática do desespero


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Oito vereadores que foram barrados pelos eleitores no dia 2 de outubro passaram os últimos dias articulando para voltar à Câmara pela porta dos fundos. Pretendiam apresentar projeto para ampliar de 15 para 21 o número de vagas no plenário. A Constituição Federal prevê que nos municípios de mais de 300 mil e até 450 mil habitantes — caso de Franca —, o número máximo de cadeiras será de até 23. Os vereadores têm autonomia para definir a quantidade desde que não extrapolem o limite. 
 
Mesmo sabendo que o número de vagas precisa ser fixado com antecedência, os vereadores derrotados estavam dispostos a pagar para ver, e até brigar na Justiça. Na remota possibilidade de conseguirem êxito, assumiriam as cadeiras no ano que vem. Caso contrário, o aumento de cadeiras já ficaria aprovado para daqui a quatro anos. A esperança do grupo pró-reajuste era apresentar o projeto na sessão da última terça-feira mas, conseguiram apenas nove das dez assinaturas necessárias. A proposta foi sepultada. 
 
PROCESSO DE FRITURA: Boa praça, inteligente e trânsito livre em todos os setores, Adérmis Marini passou a ser visto como o futuro do PSDB após o naufrágio do partido na eleição municipal. Tem o nome cotado para prefeito ou deputado no futuro. A oposição sabe, e se articula para cortar as asinhas do vereador e evitar que consiga projeção. O primeiro plano é impedir que seja presidente da Câmara em 2017. O PSB, que esteve com Gilson no segundo turno, avalia apoiar Marco Garcia, mesmo sendo aliado de Sidnei Rocha. Com isto, espera atrair Marco para o partido e também lançá-lo a deputado ou prefeito. Para chocar com Adérmis.
 
É SÓ FALAR COM O APARECIDO: Gilson de Souza ligou para Donald Trump parabenizando-o pela vitória. Aproveitou e disse que temos os melhores calçados, o melhor café e que, se eles precisarem de qualquer coisa, nós temos o Supermercado São Paulo.
 
FARRA DAS VIAGENS: Pelo menos sete vereadores, a maioria derrotada no dia 2 de outubro, foram ou estão com viagens marcadas a Brasília. Um deles pretende participar em dezembro, de congresso brasileiro de Câmaras Municipais, cuja relevância é zero. O objetivo não é outro a não ser levantar uma grana extra para tentar amenizar as dívidas contraídas na campanha. Como a diária oferecida é gorda e a sobra não precisa ser devolvida, numa viagem do tipo dá para embolsar uns R$ 2 mil.
 
DESLANCHOU: Terceira colocada nas eleições para prefeito e futura secretária de Desenvolvimento no governo Gilson, Flávia Lancha está enviando cartinhas a eleitores para agradecer o apoio recebido. ‘O seu voto, junto com os outros quase 30 mil que recebi, me orgulham e me dão força para continuar na carreira política’. O panfleto também tem endereço eletrônico para facilitar correspondência com a empresária. Flávia é cotada para disputar as eleições para deputado em 2018. O slogan está pronto: ‘sempre juntos!’.
 
PERDER PARA O TRUMP É FLÓRIDA: Sidnei Rocha ainda não havia digerido a derrota para prefeito em Franca, mas depois que Hillary Clinton perdeu para Donald Trump nos Estados Unidos, ele ficou mais conformado.
 
CARDÁPIO NOVO: Acabou a era da mortadela e da coxinha em Franca. A partir de janeiro, o papo é pão de queijo.
 
CARA DE UM, FOCINHO DE OUTRO: Esperto é o delegado Daniel ‘Trump’ Radaeli (PMDB) que não quis disputar a reeleição para vereador em Franca. Vai trabalhar com o irmão gêmeo Donald, na presidência dos Estados Unidos.
 
 
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br
 
 

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