Trinta dias depois de ser sequestrado, o empresário Belarmino de Ascenção Marta, de 80 anos, proprietário da empresa São José, responsável pelo transporte público em Franca, foi libertado. Ele foi mantido em cativeiro em uma chácara na zona Sul de São Paulo, e só foi libertado após a Polícia Civil encontrar o chefe da quadrilha. Além dele, dois suspeitos foram presos e outros dois já foram identificados.
Belarmino foi sequestrado em Louveira, na região de Campinas, no dia 8 de outubro. Ele estava no estacionamento de um restaurante, às margens da rodovia Anhanguera, quando os bandidos o abordaram, passando-se por policiais, e o levaram até o cativeiro. Para libertá-lo, eles exigiram R$ 20 milhões. Segundo a polícia, não houve pagamento.
O encontro do empresário aconteceu na segunda-feira, graças a uma ação conjunta de policiais da Deas (Delegacia Antissequestro de Campinas) com o DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa), da capital. Através de denúncias e investigações, os civis identificaram o chefe da quadrilha.
“Encontramos ele em um carro, na zona Sul, com um comparsa. Os dois nos levaram até o cativeiro, onde o terceiro suspeito vigiava a vítima, que foi libertada sem nenhum ferimento”, disse o delegado titular da Deas, Luís Francisco Segantin, em nota.
No cativeiro, os policiais encontraram R$ 6 mil em notas diversas, duas armas e munições. O trio foi autuado em flagrante e já está preso. Outros dois homens, que teriam participado das negociações com a família, estão foragidos.
Em entrevista coletiva concedida à imprensa ontem à tarde, outro delegado responsável pelo caso, Kléber Altale, afirmou que o dono da São José e de outras empresas estava em um local sem ventilação e iluminação e foi submetido à tortura psicológica. “Ele não teve nenhum ferimento físico, mas sofreu muito. Teve até motosserra ligada, como se fossem matá-lo”, contou.
com informações da Folhapress
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.