A estudante Sofia Macedo, de 19 anos, apontada pela Polícia Federal (PF) como uma das pessoas que contratou uma quadrilha no domingo, dia 6, para repassar gabaritos a candidatos do Enem, virou alvo de ataques no Facebook.
A identidade de Sofia, que mora em Belo Horizonte, Minas Gerais, foi revelada em uma reportagem do Fantástico, na Rede Globo. Uma gravação mostra como ela teria recebido as respostas das provas, por meio de um "ponto" colocado no ouvido.
A PF explicou que os candidatos prendiam um cartão no peito, com um chip semelhante ao de um celular. No ouvido, era colocado o ponto, do tamanho de uma bateria de relógio e que precisava ser colocado e retirado com a ajuda de uma pinça.
Deste modo, o candidato ouvia as respostas repassadas por membros da quadrilha. O sinal usado para confirmar que havia entendido as respostas era uma tosse. Para indicar que não havia entendido a resposta, o candidato tossia duas vezes.
À reportagem, a PF informou que os candidatos pagavam entre R$ 150 mil e R$ 180 mil à quadrilha, dependendo da universidade que desejavam cursar. Quando o nome e a foto de Sofia apareceram na reportagem, a jovem passou a receber inúmeros comentários em suas rede sociais.
Sofia é maquiadora e possui mais de 5 mil seguidores somente no Facebook. Em pouco tempo, seu perfil foi bombardeado com críticas e piadas envolvendo o fato de que ela usava a tosse como código e que teria gastado R$ 180 mil para receber as respostas. Na manhã desta segunda-feira, dia 7, já não era possível encontrar os perfis de Sofia, porém, os internautas chegaram a criar fakes para continuar os ataques.
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