Corrupção: câncer que arrasa o País


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Não é de hoje que a corrupção tem atravancado o crescimento do País. Um sem número de pessoas progride e enriquece, locupletando às custas do esforço do brasileiro que paga altas taxas, impostos e tarifas quando poderia estar desfrutando de serviços públicos de qualidade, principalmente nos setores de Saúde, Ensino e Transportes. O brasileiro é taxado em tudo. Paga ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) na compra de qualquer produto, seja ele arroz ou automóvel, além de ser cobrado também nas contas de luz, água, telefone e até TV a cabo. É taxado ainda pelo IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) por possuir uma casa ou IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) por ter um carro. A estes, seguem-se outros como IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), ISQN (Imposto sobre Produtos de Qualquer Natureza) e ISS (Imposto sobre Serviços). Além disso, há o Imposto de Renda que arrebanha centenas de milhares de contribuintes a cada ano que passa.
 
Tudo isso deveria servir apenas para manter a máquina administrativa em funcionamento, além de financiar serviços e obras para o benefício de todos. Porém, diante da corrupção que surge nas ruas e atinge em cheio os salões do poder, parte do dinheiro dos impostos é desviado para fins espúrios, engrossando o patrimônio daqueles que foram eleitos para representar e defender os interesses da maioria. Políticos, diretores de estatais e donos de empreiteiras lucraram uma fortuna que poderia estar sendo utilizada para melhorar a rede de saúde pública, em grande parte sucateada, colocando o cidadão à mercê da falta de profissionais, suprimentos e até remédios essenciais para a manutenção da vida. Isso sem citar a má gestão dos recursos.
 
Hoje se descobre que até programas sociais vinham sendo utilizados para desviar dinheiro. O Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário encontrou irregularidades em 1,136 milhão de benefícios do Bolsa Família. Destes, 469 mil foram cancelados e 667 mil, bloqueados. No caso dos bloqueios, os usuários têm até três meses para comprovar que cumprem os requisitos do programa de distribuição de renda e podem voltar a receber o benefício. Os dados são resultado de um pente-fino no Bolsa Família iniciado em junho, que envolveu diversas bases de dados nacionais. Os cancelamentos já começam a valer em novembro e terão impacto de R$ 1,024 bilhão na folha de pagamento do Bolsa Família. No caso dos bloqueios, o governo espera uma economia de R$ 1,428 bilhão, caso as irregularidades sejam confirmadas. É uma quantia considerável que dificilmente será recuperada. Até quando o Brasil vai ser vilipendiado desta forma?
 
 
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