Justiça anula ação do MTE e coleta de lixo é retomada


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Fiscais do Ministério do Trabalho interditaram transporte de catadores na parte traseira dos caminhões de coleta de lixo
Fiscais do Ministério do Trabalho interditaram transporte de catadores na parte traseira dos caminhões de coleta de lixo
A Seleta Ambiental, responsável pela coleta de lixo em Franca, suspendeu o serviço na manhã de ontem. A decisão foi tomada após o Ministério do Trabalho e Emprego encontrar situações de “grave e iminente” risco à integridade física dos trabalhadores e interditar o transporte dos coletores na parte externa dos veículos. A empresa ingressou com um mandado de segurança na Justiça, conseguindo anular a decisão, e retomou a coleta no início da tarde de segunda.
 
Os principais problemas apontados seriam a falta de equipamentos de segurança, como calçados antiderrapante, uso de uniformes sem faixas refletivas, desrespeito à velocidade máxima dos veículos, desgaste das cordas utilizadas para sustentação dos trabalhadores, subidas e descidas no veículo em movimento, além da ausência de sinal de ré e comunicação entre os coletores e o motorista. 
 
“A interdição na parte externa se deu na constatação de riscos graves que podem levar à morte ou acidentes graves. Constatamos irregularidades como velocidade do caminhão acima do permitido, trabalhadores com materiais de segurança inadequados, além de alimentação precária, pois eles dependem de força. O que queremos é que a empresa respeite essas regras de segurança”, afirmou o auditor fiscal do Trabalho, Pedro Rodrigues, ressaltando que a decisão do MTE não interrompia a coleta. 
 
No sábado, a empresa fez o serviço sem transportar os coletores nos caminhões, mas como levou o dobro do tempo, decidiu suspender a coleta nessa segunda-feira. 
 
Para rever a interdição, a empresa ingressou com o mandado de segurança. O juiz Amauri Vieira Barbosa, do plantão da Justiça do Trabalho, declarou nulo o ato e a Seleta voltou a trabalhar normalmente. 
 
Para o magistrado, o MTE não tem poderes para tomar tal decisão. O juiz destacou ainda os prejuízos à coletividade de mais de 320 mil francanos caso a coleta não voltasse a ser realizada.
 
De acordo com representantes da empresa, todas as normas de segurança são seguidas em acordo com o sindicato da categoria. “A Seleta não reconhece as irregularidades apontadas pelo Ministério do Trabalho e pretende contestar os fatos apontados, mas é importante ressaltar que a empresa está sempre disposta a dialogar com a fiscalização”, disse Sylvio Rodrigues Neto, advogado da empresa. 
 
Por dia, a Seleta Ambiental, que renovou o contrato com a Prefeitura de Franca em julho pelo preço de R$ 2,45 milhões mensais, informou que diariamente recolhe em média 300 toneladas percorrendo 57 bairros no período diurno e 60 no noturno, além da área Central. 
 
Segundo a empresa, o serviço seria regularizado, com a coleta nos bairros que deixaram de ser atendidos ontem de manhã, ainda nessa segunda-feira.
 
Até o fechamento desta edição, a Prefeitura não retornou aos contatos feitos para se posicionar a respeito da situação.
 
colaborou Cássio Freires, da rádio Difusora

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