Se você é empreendedor jovem, possivelmente já deve ter recebido ‘lição de moral’ de possível investidor ou futuro parceiro de mais idade.
Jovens de startups continuam enfrentando o desafio de conquistar respeito e interesse de profissionais e investidores experientes.
O que ocorre é que profissionais não têm sensibilidade de entender que startup é apenas o começo de projeto promissor.
A falta de experiência e a ansiedade do jovens em conquistar apoio tão sonhado se misturam com nervosismo, e dão espaço a ‘mentoria forçada’ na reunião de deveria ser só de negócios. Gera desconforto tão grande que até o foco da pauta preparada se vai.
Temos que entender o outro lado antes de rotular como arrogantes ou impacientes.
Para mim, contribuiu, já que me obrigou a assumir postura mais madura, a estudar mais antes e a me dedicar 120% a cada aspecto importante de meus negócios.
Com o tempo, adotei a estratégia de valorizar o ‘preconceituoso’, que repliquei ao ‘arrogante’ também.
Quando percebi que nem tinham consciência do preconceito ou arrogância que geravam — algo sentido exclusivamente por mim — passei a categorizá-las como pessoas com necessidade de falar e/ou mostrar o seu conhecimento.
A partir dai, os papeis se inverteram! Ao invés de eu me colocar como rival em uma disputa irrelevante pelo conhecimento, passei a ser a platéia mais vibrante que aquela pessoa precisava para se sentir valorizada e, consequentemente, eu alcançar meus objetivos com ela.
Cabe a nós, jovens empreendedores, exercitarmos a humildade e estarmos abertos a aprender com as pessoas mais experientes.
Cabe a nós, futuros investidores, ouvir com atenção as pessoas e absorver o que de melhor possam ter a nos ensinar.
Porque todo profissional foi um amador, todo expert foi um iniciante. Vamos valorizar os pequenos começos!
Francis França
Empreendedor, consultor de negócios
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