Depois de 12 governando Franca e sendo a vidraça dos adversários, o PSDB voltará a ocupar o lado contrário e estará na oposição quando a administração de Gilson de Souza (DEM) tiver início, no dia 1º de janeiro de 2017. Em meio à mudança, uma decisão do PMDB surpreendeu: nenhum membro do partido está autorizado a falar em nome do PSDB, especialmente, em relação ao próximo governo municipal. É um recado ao prefeito Alexandre Ferreira que, embora ocupe a cargo de presidente, está rompido com os tucanos que controlam o diretório local.
Ainda abalada pela derrota do último domingo, a Comissão Executiva do PSDB realizou reunião extraordinária na noite da última quinta-feira. Entre os presentes, estavam os vereadores eleitos Adérmis Marini, Kaká e Tony Hill. Embora convocados, não compareceram Alexandre Ferreira e sua chefe de gabinete, Maria Moreira, que também integra o diretório.
Foi colocado para os participantes que o PSDB elegeu a maior bancada na Câmara Municipal, com quatro cadeiras, e que, como o candidato a prefeito do partido, Sidnei Rocha, não foi eleito, em um primeiro momento, os tucanos vão cumprir o papel de oposição. Ficou estabelecido que a bancada de vereadores deverá atuar em conjunto, seguindo as orientações da liderança.
O vice-presidente do partido, Wagner Artiaga, esclareceu que o atual presidente, Alexandre Ferreira, não tem legitimidade para falar em nome do PSDB. “Após as prévias em que foi derrotado, ele não atuou como presidente em nenhuma oportunidade. Não pode agora, passadas as eleições em que atuou contra o PSDB, querer tirar proveito da condição de presidente e falar em nome do partido e ou da bancada de vereadores em quaisquer situações”, disse.
Além de desautorizar o prefeito, a Executiva do PSDB decidiu que nenhum membro do partido, isoladamente, poderá falar em nome do PSDB de Franca, especialmente quanto ao seu posicionamento ou da bancada de vereadores em relação ao próximo governo municipal.
Conflito no ninho
Com a participação de menos de 10% dos filiados que estavam aptos a votar, Alexandre Ferreira foi reeleito presidente do PSDB em maio do ano passado. Em seu discurso, o prefeito disse que o PSDB de Franca era um partido “unido”.
A união, se é que existia, durou pouco. Com altos índices de rejeição, o partido decidiu que Alexandre não teria condições de disputar a Prefeitura. Mesmo com o apelo do diretório estadual para que desistisse da candidatura, Alexandre bateu o pé e resolveu enfrentar Sidnei Rocha nas prévias. O prefeito perdeu as eleições internas e, dias depois, decidiu fechar a sede do PSDB, que funcionava Vila Raycos. Companheiros de partido o acusaram de tirar do local móveis e equipamentos eletrônicos.
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