Morreu Antônia Maria Peixoto


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Antônia Maria Peixoto foi sepultada dia 3, no Santo Agostinho
Antônia Maria Peixoto foi sepultada dia 3, no Santo Agostinho
Morreu às 16 horas do dia 3, na Santa Casa de Misericórdia de Franca, a senhora Antônia Maria da Rocha. Tinha 81 anos. Foi internada pela família na segunda-feira, 31 de outubro. ’Mamãe se alimentava por sonda há quatro meses, desde que se submeteu a cirurgia de hérnia. A necessidade desse equipamento, indispensável à sua saúde, tirou quase toda a sua alegria de viver. A vimos definhar. No início desta semana, com fortes cólicas, foi à sua última internação. Mesmo determinada como sempre foi, não conseguiu sobreviver’, disse a filha Maria Helena.
 
Nasceu na região da Serra da Canastra denominada Vale da Gurita (sic), filha dos lavradores Horácio Pereira Rocha e d. Maria José de Jesus, e irmã de João, Chico, Zé, Euripedes, Aristides, Claricinda e Fia, a cujos nomes se acrescia ’Horácio’, conforme o costume da região.
 
Desde muito jovem, trabalhou na lavoura. Casou-se com o pescador e produtor de vassouras, redes de pescas e cestos, José Peixoto Neto. Tinha só 15 anos. ’Mamãe sofreu muito em seu casamento. Filhos morreram em seu ventre ou pouco tempo depois de nascerem. Foram 18. Sofreu ainda mais quando meu pai, entendeu que tinha que doar filhos pequenos, pela dificuldades de criar. Mamãe, uma mulher simples e humilde, jamais concordou. Sempre foi buscar de volta. Jamais pudemos agradecer a ela, na medida certa, o quanto nos valorizou, fez por nós’, disse a filha.
 
Estão vivos Maria Helena, casada com Gilberto Veríssimo de Castro; Antônio Carlos, casado com Aparecida, Rosalina, Paulo Sérgio, casado com Gislene, e Luciana. Dos enlaces deles nasceram 17 netos (Lindsey, Linea, Lincia, Linciene, Linara, Antônio Júnior, Josiane, Yuna, Yuri, Jean, Jeferson, Francisco, Luciano, Paula, Wesley, Juliana e Nathanael).
 
No início da década de 70, mudou-se com o marido e os filhos para Franca. Aqui, o pai tomado pela bebida, deixou de trabalhar e impingiu grandes sacrifícios à família. ’À medida que crescemos, fomos formando nossas famílias, mas sempre preocupados com mamãe. Em certa época, a apoiamos e fizemos com se afastasse de papai. Finalmente, pudemos cuidar mais dela. Meu pai morreu a 17 anos’, contou Maria Helena.
 
Maria Helena sofreu dois AVCs que lhe causaram sequelas de surdez e prejuízo à articulação vocal. ’No segundo, levei mamãe a morar comigo. Cuidamos dela em família, mas vimos sua saúde piorar, preço que teve que pagar pelos tempos de grande dificuldade que viveu’, contou a filha. ‘Em sua simplicidade, humildade, foi uma leoa em nossa defesa. Neste tempo em que filhos são postos no mundo e se veem sem pai e mãe, reconhecer que tivemos mãe que lutou ardorosamente para nos manter unidos perante as dificuldades que passamos, sempre nos motivou a fazermos o mesmo por nossos filhos e netos. Se um de nós se distanciava, ela ia atrás, fosse onde fosse, para trazer de volta. Nos amou de maneira ilimitada com seu coração enorme e disponível. Ñão fosse por ela, talvez não existíssemos mais como família. Foi uma santa concreta, em nossas vidas’, concluiu Maria Helena. 
 
Velório aconteceu no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, foi realizado às 16 horas, no Cemitério Santo Agostinho.
 
Antônia Maria Peixoto foi sepultada dia 3, no Santo Agostinho
 

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