Agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca realizaram uma operação nessa sexta-feira e detiveram um desempregado de 31 anos. Ele é acusado de integrar uma quadrilha especializada em ataques a fábricas de calçados e couros e é o responsável por, pelo menos, dois crimes recentes na zona Leste da cidade.
A apreensão de quase 600 metros de couro, avaliados em aproximadamente R$ 12 mil, e de 300 pares de sapato, equivalentes a cerca de R$ 25 mil, aconteceu após um trabalho dos investigadores Marcos Euclides, Renato Silva e Sandro Rocha. Eles constataram que o desempregado, já velho conhecido da polícia, seria um dos responsáveis pelo furto a uma fábrica de couros do Jardim Brasilândia, na quarta-feira, e pelo ataque a um estabelecimento de botas do Jardim Petráglia, no mês passado.
Com as características do suspeito e, sabedores da casa onde ele mora, no Brasilândia, os investigadores foram até o local e se depararam com o desempregado em sua VW Saveiro. O veículo estava com a carroceria abarrotada de metros de couro, que ele levaria até uma mata escondida na rodovia João Traficante, que liga Franca a Ibiraci (MG).
Ao ser abordado, o acusado de pronto confessou o furto às duas fábricas e levou os policiais até a mata onde colocou os metros de couro e o restante dos pares de sapato, chinelos e botas levados da outra vítima. De acordo com Silva, a Polícia Militar havia recuperado, no dia seguinte ao furto, parte dos produtos subtraídos. Na ocasião, o ladrão estava em um Fiat Fiorino, com placas de Capitólio (MG), quando recebeu sinal de parada, no Jardim Palestina, e fugiu. Ele só parou porque bateu o veículo em eucaliptos localizados às margens da rodovia João Traficante, perto de onde a Polícia Civil encontrou as cargas. Assim que a PM tentou capturá-lo, o suspeito saiu do carro e fugiu pela mata, ficando livre - até ontem.
Os pares de sapato e os metros de couro recuperados na ação de ontem foram levados à DIG. Além de duas viaturas cheias, a Saveiro do acusado foi apreendida com o material para averiguação. Ele esteve na delegacia e, em seu depoimento, ressaltou ser responsável pelos furtos. Porém, recusou-se a dar detalhes das ações. Tampouco contribuiu com as investigações, já que se negou a apontar seus comparsas.
Depois de ser ouvido pelo delegado Márcio Garcia Murari, responsável por conduzir as investigações, o desempregado foi solto, já que não coube flagrante. Inicialmente, ele responderá pelos crimes de furto qualificado em liberdade.
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