Preço do gás de cozinha deve voltar a subir até o fim do mês


| Tempo de leitura: 2 min
Botijões de gás de cozinha custarão até R$ 62 após reajuste da Petrobras
Botijões de gás de cozinha custarão até R$ 62 após reajuste da Petrobras
Os francanos devem se preparar, pois, nas próximas semanas, o preço do gás de cozinha pode voltar a subir na cidade. Após um reajuste de 12% em setembro, quando o gás passou a ser comercializado entre R$ 55 e R$ 58 na maioria das distribuidoras, o produto pode chegar a R$ 62 até o fim deste mês. 
 
Recentemente a Petrobras comunicou às distribuidoras de gás liquefeito de petróleo uma nova política de preços do combustível, o que representará repasse de até 4% para as distribuidoras. 
 
O aumento depende da região e do tipo de contrato com a distribuidora, mas pode variar entre R$ 2 e R$ 4. Somado ao reajuste anterior, representa aumento de mais de R$ 10.
 
“Tentamos de todas as formas evitar o reajuste, mas já trabalhamos com uma margem pequena de lucro e é impossível não repassar. Para ajudar os clientes, temos preços especiais para quem retira o botijão na portaria e quem pede para entregar. Se o reajuste de 4% for confirmado, é provável que o preço chegue até R$ 62”, disse João Bernardo Santos, dono de uma distribuidora de gás no Jardim Portinari. 
 
No ramo há 9 anos, Aparecido Pires Lima, que tem uma distribuidora no Jardim Riviera, disse que ainda não recebeu o reajuste, mas a possibilidade é que o aumento aconteça em breve. 
 
“Normalmente o aumento acontece realmente em setembro, quando tivemos 12% de reajuste, porém agora fomos pegos de surpresa. Infelizmente, assim que o valor de compra subir, teremos que repassar para os consumidores”, disse.
 
José Carlos Morais Júnior, proprietário de uma distribuidora no Jardim Dermínio, não arrisca prever para quando ou de quanto será o novo reajuste. “A indústria de gás é diferente da gasolina e do diesel, por isso o aumento pode demorar até duas semanas para acontecer efetivamente. Se ainda há estoque, os preços que estão em vigor continuarão até o fim desse estoque, por isso é difícil prever. A única certeza que temos é que quando ele chegar deve ser repassado para os consumidores.” 
 
Mais reajustes
A partir deste mês, os consumidores brasileiros voltarão a pagar a taxa extra das bandeiras tarifárias. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) informou que volta a vigorar a bandeira de cor amarela, o que implica na cobrança de R$ 1,50 para cada 100 kWh de energia consumidos. 
 
A justificativa apresentada pela Aneel para a mudança de bandeira foi que a falta de chuvas levou à redução no armazenamento de água nos reservatórios das hidrelétricas e foi necessário acionar mais usinas térmicas para atender à demanda por energia no país.
 
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários