Um patrulhamento rotineiro na fazenda Boa Sorte, zona rural de Restinga, transformou-se em uma grande apreensão de maconha. Nessa quinta-feira, a Polícia Ambiental encontrou 60 mil pés sendo cultivados em um lote. Um desempregado de 33 anos, que seria um dos herdeiros da propriedade, foi preso.
De acordo com o sargento Teixeira, o encontro da droga foi durante uma diligência comum da Ambiental. “A equipe patrulhava a área com o objetivo de coibir infrações ambientais. Ao se aproximar, viu a plantação. Preliminarmente, contamos 100 mil pés de diversos tamanhos, chegando a até dois metros”, disse.
Nas imediações, os policiais encontraram um sistema de irrigação dos pés de maconha, com água corrente, e um barraco feito de latas. Ali, segundo Teixeira, seria o local onde os responsáveis pelo cultivo se escondiam e guardavam as ferramentas usadas pelos traficantes para secagem da erva, além de roupas, remédios, panelas e comida.
A Polícia Civil e peritos do IC (Instituto de Criminalística) foram acionados e, após uma contagem mais precisa, constataram tratar-se de 60 mil pés de maconha com diversas mudas. A polícia estima que o lucro ultrapassaria os R$ 3 milhões. Tudo foi queimado ainda na propriedade, sob supervisão da perícia e dos policiais ambientais. E foi aí que a “caça” pelos responsáveis teve início.
O acusado
A prisão de um dos traficantes aconteceu uma semana após uma operação da Força Tática na fazenda Boa Sorte. Na ocasião, os policiais militares receberam uma denúncia de que um dos filhos do dono da propriedade, que morreu recentemente, estava plantando maconha no lote acompanhado do irmão.
Horas após a apreensão dos pés, os PMs souberam que o desempregado estava prestes a fugir de sua casa, no Jardim Aeroporto, em um GM Classic, até a casa de uma irmã, no Leporace. No pontilhão do Jardim Guanabara, encontraram o carro e prenderam o acusado. Ele, que já tem passagens por roubo, foi autuado em flagrante por tráfico e recolhido ao CDP (Centro de Detenção Provisória).
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