Assim como em 56 outros municípios do País, o eleitor francano retorna às urnas neste domingo para eleger o seu prefeito para os próximos quatro anos. Gilson de Souza (DEM) e Sidnei Rocha (PSDB) disputam o segundo turno do pleito que, no último dia 2, em primeiro turno, foi responsável por uma grande renovação na Câmara de Vereadores. Nesta segunda etapa da campanha, praticamente não houve embates diretos entre os dois candidatos: ao contrário do primeiro turno, agora quem deixou de comparecer a debates, sabatinas e evitou contatos com a imprensa foi o democrata Gilson; na etapa anterior, foi o tucano Sidnei quem evitou o confronto com os adversários. A campanha eleitoral, então, ficou quase restrita à propaganda gratuita no rádio e na televisão, já que nos certames agendados por órgãos de comunicação Sidnei Rocha reinou sozinho, sem questionamentos de seu adversário. Já Gílson de Souza deixou passar grandes oportunidades de expor seu plano de governo e esmiuçar as suas propostas.
O embate foi duro nas redes sociais, onde viu-se uma verdadeira guerra de torcidas -- e não de seguidores ou aliados -- onde se destacaram a contrainformação, mentiras, meias verdades e até ataques gratuitos. Sobrou ate para a mídia (impressa, radiofônica e televisiva), com acusações sem sentido ou mesmo infundadas: cada um dos lados queria ter razão, mesmo diante de fatos inverídicos, exigindo que se divulgasse até o que não fosse factível. Com isso, desceu-se a um baixo nível que deve ser marcado como exemplo do que não se deve fazer numa campanha eleitoral. Baixarias nivelaram por baixo o pleito, quando se esperava a discussão de propostas e intenções.
Por isso, muitos eleitores que esperavam dirimir suas dúvidas vão às urnas neste domingo ainda indecisos. Ou, o que é pior, iludidos por postagens nas redes sociais daqueles que se transformaram em torcedores dos dois candidatos; Mesmo assim, tanto Gilson quanto Sidnei, quem ganhar tem a verdadeira obrigação de resgatar a confiança da população francana na capacidade do poder público municipal de atender as suas necessidades, depois de quatro anos de uma administração desastrada como foi a de Alexandre Ferreira (PSDB). O município precisa voltar a contar com um serviço de saúde público satisfatório, acabando com o caos instalado no setor. Transporte coletivo digno e menos caro, educação básica de qualidade e a criação de vagas em creches também surgem como primordiais para a parcela da população que mais necessita. A decisão está nas mãos dos eleitores francanos. Que eles exerçam com tranquilidade, sem paixões, para recolocar o município nos trilhos.
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