Chega ao fim uma das eleições mais acirradas da história de Franca. Os mais de 230 mil eleitores da cidade escolhem neste domingo quem será o comandante do município pelos próximos quatro anos. Na disputa, dois políticos tarimbados e adversários conhecidos de tempos passados: o ex-prefeito Sidnei Rocha (PSDB) e o ex-deputado estadual Gilson de Souza (DEM).
Foram dois meses, também, de uma das campanhas eleitorais mais tímidas já registradas, do ponto de vista da propaganda. Com as novas regras impostas pela nova legislação, os candidatos tiveram dificuldades de conseguir recursos, já que as doações de empresas foram proibidas. O tempo também foi escasso. Diferente das eleições anteriores, em 2016 a campanha só começou em meados de agosto com restrições no tipo de propaganda e anúncios autorizados. Com tantas dificuldades, sobrou para as redes sociais o papel de difusoras de conteúdo e de propagandas. Mas, sem as mesmas regras e restrições, o ambiente virtual se transformou em uma verdadeira praça de guerra, com ataques apaixonados de ambos os lados.
Foram as redes sociais que protagonizaram os episódios de maior destaque deste segundo turno. Primeiro, vazaram áudios de Whatsapp com gravações feitas pelo candidato a vice na chapa de Gilson de Souza, o Professor Frank (DEM), em que ele afirma não gostar de pegar na mão de pobres e diz que, para seu companheiro ex-deputado, “se roubar, roubou”. Não pegou bem.
No mesmo dia, o até então quieto atual prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) se manifestou. Em resposta a um vídeo divulgado no dia anterior por Sidnei Rocha - no qual o candidato dizia que ele, Alexandre, não faria parte de seu governo - publicou um desabafo em sua página no Facebook em que insinua que seu mentor Sidnei está doente e que o teria obrigado a manter parentes e aliados em cargos comissionados na Prefeitura. A repercussão negativa foi imediata.
E como nas redes sociais é difícil identificar quem são os verdadeiros autores das postagens, boatos também não faltaram. Acusaram Sidnei Rocha de ser arrogante com trabalhadores em fábricas e de anunciar a retirada de ambulantes no Centro. O candidato foi categórico ao negar. “Em toda minha vida, nunca vi uma campanha tão sórdida”.
Gilson de Souza, por sua vez, sofreu com a repercussão de uma afirmação feita durante seu programa no horário eleitoral que insinuava o fechamento da unidade francana dos Calçados Ferracini. A empresa veio a público repudiar as afirmações do candidato e publicou uma nota desmentindo Gilson.
Por fim, na última sexta-feira, a impressão de um panfleto sem assinatura ligando a candidatura de Gilson ao Partido dos Trabalhadores acabou virando caso de polícia. O ex-prefeito Gilmar Dominici (PT) negou o apoio e disse que os panfletos são falsos. “Foi um crime eleitoral”.
É com este clima que os francanos irão às urnas hoje. A votação acontece das 8 às 17 horas em mais de 70 locais espalhados pela cidade. A apuração deve começar às 18 horas. Sidnei estará na sede de seu comitê na companhia de familiares, correligionários e amigos para acompanhar a evolução dos votos. Como aconteceu no primeiro turno, Gilson ficará na casa de sua mãe, a Dona Biluca, com os irmãos e amigos. O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) estima que até as 19h30 o nome do vencedor já seja conhecido.
Para os eleitores poderem acompanhar o dia da eleição, o GCN montou um esquema especial de cobertura das eleições neste domingo, com atualizações durante todo o dia e transmissão dos detalhes da apuração pela Rádio Difusora 1030 AM e pelo Portal GCN.
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