Mensagem da morte


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Em perfeita harmonia com os ensinamentos espíritas, uma mensagem via WhatsApp que me chegou recentemente é carregada de ensinamentos filosóficos. Num interessante esquete, um empresário, agitado, conversa com a esposa pelo celular, dizendo que está atrasado para a reunião das cinco e que ela se apressasse, sem reclamar, porque ele lhe dava tudo o que ela queria e desliga o telefone. 
 
Quando vai se retirar, surge-lhe a morte, naquela figura de tradicional característica, portando sua indefectível foice. Travam aflitivo diálogo. Tenta suborná-la. Oferece-lhe generosa quantia, em troca da concessão de mais 40 anos de vida. A recusa é lacônica. Mais 20... e a negativa continua, fria e distante. Então, 10... e nada! Convencido da invencível resistência da ceifadora de vidas, restou-lhe concordar com os mirrados cinco dias que ela lhe concede. 
 
Agora, que lhe resta tão pouco tempo de vida física, o bem sucedido empreendedor do mundo material, dobrado pela angustiante realidade, retoma o celular e liga, novamente, para a esposa. 
 
Pede perdão pela maneira grosseira como a havia tratado, aceita o convite para ir ao show a que ela desejava assistir e faz mais: convida-a para um jantar. 
 
A esposa, do outro lado da linha, espantada com estranha gentileza do marido, pergunta-lhe porque tanta mudança. E ele responde: Afinal, minha querida, a vida é tão curta! 
 
Moral do esquete: agimos com dureza de coração enquanto presididos pela ideia de que somos proprietários da saúde e do viver. Tudo e todos se nos ressaltam em valores que transcendem o imediatismo do cotidiano, quando nos sentimos abalados pela certeza de perder a vida física.
 
Para aqueles cujas aquisições morais lhes transcendem as preocupações do aqui e do agora não constitui problema algum a aproximação da desencarnação, visto que o seu mais valoroso patrimônio é, justamente, o do amor incondicional, das boas qualidades que levarão consigo.
 
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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