Violência: cada vez mais preocupante


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Uma das grandes preocupações mundiais, atualmente, reside na completa destruição de cidades inteiras e morte de dezenas de milhares de pessoas na guerra civil que se trava na Síria. O problema maior é que, lá, grande parte das vítimas se encontra à mercê do próprio governo do ditador Bashar Al-Assad que, com o apoio de aliados, causa uma verdadeira devastação ao bombardear centros urbanos, tentando dizimar a oposição ao seu governo e guerrilheiros do Estado Islâmico, grupo de radicais que se dissemina causando tragédias com ataques em pontos tão distintos como Turquia e França.
 
Enquanto a guerra civil faz vítimas no Oriente Médio e alguns países da África, no Brasil as vítimas se multiplicam em razão de uma guerra urbana que opõe criminosos, cidadãos de bem e órgãos de segurança. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgados ontem, mostram que o Brasil registrou mais mortes violentas de 2011 a 2015 do que a Síria em igual período. Foram 278.839 ocorrências de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenção policial no Brasil, de janeiro de 2011 a dezembro de 2015, frente a 256.124 mortes violentas na Síria, entre março de 2011 a dezembro de 2015, de acordo com o Observatório de Direitos Humanos da Síria.
 
Apenas em 2015, foram mortos violentamente e intencionalmente 58.383 brasileiros, resultado que representa uma pessoa assassinada no País a cada 9 minutos, ou cerca de 160 mortos por dia. Foram 28,6 pessoas vítimas a cada grupo de 100 mil brasileiros. Das 58.383 mortes violentas no Brasil em 2015, 52.570 foram causadas por homicídios (queda de 1,7% em relação a 2014); 2.307 por latrocínios (aumento de 7,8%); 761 por lesão corporal seguida de morte (diminuição de 20,2%) e 3.345 por intervenção policial (elevação de 6,3%).
 
A falta de uma resposta do Poder Público a esta guerra urbana deve-se, em parte, à verdadeira discrepância entre as forças do crime organizado e do aparato de segurança. Como diz o diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, “enquanto o mundo está discutindo como evitar a tragédia que tem ocorrido em Alepo, em Damasco e várias outras cidades, no Brasil a gente faz de conta que o problema não existe. Ou, no fundo, a gente acha que é um problema é menor. Estamos revelando que a gente teima em não assumi-lo como prioridade nacional”. E isto depende de uma comunhão entre os Três Poderes, com o endurecimento da legislação e o reforço e treinamento dos aparatos de segurança, Do contrário, só nos resta lamentar.
 
 
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