Morreu às 18h30 do dia 25 de outubro, na Unidade de Terapia Intensiva da Santa Casa de Misericórdia de Franca, aos 80 anos, a senhor Dalvina de Rezende Paim. Gozava de boa qualidade de vida, apesar da idade. ’Seu problema era o Mal de Chagas. Semana passada, dores a levaram a consulta médica, e a necessidade de cirurgia se apresentou como caminho para melhorar sua condição física. A internamos na segunda-feira, dia 24. Depois da intervenção foi levada à UTI mas, infelizmente, no dia seguinte, complicações cardíacas causaram sua morte’, disse o filho Marcos.
Nasceu em propriedade rural entre as regiões de Ponte Alta e Peirópolis, cidades mineiras. Fez escola rural e trabalhou junto aos pais. Casou-se com o também lavrador Eurípedes Paim, e teve, com ele, 39 anos de vida em comum. Do enlace, oito filhos, todos nascidos na Fazenda São José onde residiram por 20 anos (Luiz Mário, porteiro de condomínio, casado com Marina, funcionária da Automec, de Franca; João Antônio, caseiro de chácara; Vandeir, proprietário de banca de pesponto, casado com a esteticista Poliana; Cleide, casada com Jonas Pereira; Edmalto, casado com Lúcia, ambos diretores de empresa de montagem de eventos; Edno, falecido; Marcos, comerciante de automóveis na G9 Motors, casado com Zirlene, funcionária de banca de pesponto; Cláudia, massoterapeuta no Espaço Chakti, casada com Donizeti, proprietário da A1000, empresa de componentes para calçados).
Dos enlaces dos filhos, Dalvina e Eurípedes tiveram 13 netos (Wellington, Simone, Júlio César, Guilherme, Willian, Érica, Lucas, falecido; Ana Paula, Daniel, Angélica, Maicon, Larissa), e 11 bisnetos.
’Meus pais, dedicados ao trabalho rural, tiveram vida difícil, mas digna e responsável. Criaram-nos com respeito, foco, preocupação em que a gente se tornasse cidadãos de bem. Não temos uma queixa deles. Nunca nos cobraram mais do que fizemos por merecer. Papai era rígido, coisa própria dos pais de sua época, e mamãe, conciliadora. Aprendemos com eles o valor do trabalho, o respeito ao próximo, a honestidade acima de tudo a, manter nosso caráter fosse qual fosse a situação’, disse Marcos.
A família se mudou para Franca em 1977, em busca de oportunidades de trabalho, escola e melhoria de vida. Ao chegarem, Eurípedes se empregou no Depósito de Materiais de Construção ’Bela Vista’, na Vila Formosa. Trabalhou lá até pouco tempo antes de aposentar. ’Mamãe foi uma mulher de coragem, disposta e disponível. Era grande cozinheira. Como salgadeira, trabalhou para clientela fiel que conseguiu formar. Foi, por anos, responsável pelo restaurante funcional da Sabesp. Depois, fez marmitex e continuou prestando serviços à mesma empresa’, contou o filho.
Perdeu o marido há 20 anos. ’Viúva, achegamo-nos ainda mais a ela, que recebia cuidados de minha irmã Cleide, que passou a morar com ela depois da morte de papai. O sentido de união de família, que nossos pais sempre pregaram, continuou sempre. Sua morte, da forma que ocorreu, cavou um buraco sob nossos pés. Por mais que saibamos que a vida aqui na Terra não é eterna, sofremos muito’.
No velório de Dalvina, realizado no São Vicente de Paulo, estiveram amizades suas da comunidade espírita, levando alento à família. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, aconteceu no Cemitério Santo Agostinho, dia 26, às 10 horas.
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