Morreu Marcos Cassis Marques Araújo


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Marcos Araújo terá missa de 7º dia às 19 horas do dia primeiro, na igreja de N.S. das Graças
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Morreu às 6 horas do dia 26, no Hospital Regional, Marcos Cassis Marques de Araújo, conhecido negociador imobiliário francano. Tinha 58 anos. Há quatro meses, exame de rotina apontou alterações que conduziriam a diagnóstico de câncer de próstata. Imediatamente iniciou tratamento. Nas semanas seguintes o quadro se agravou e foi indicada cirurgia que Marcos, sempre alto astral, decidiu-se por realizar. Submeteu-se ao procedimento no dia 12. No final daquela semana, recebeu alta e foi para casa.
 
’Infelizmente, intercorrência nada comum a esse tipo de procedimento o acometeu, e ele precisou voltar à hospitalização. Jamais pensamos que papai não voltaria mais para casa. Era um homem forte, capaz de suplantar desafios de todos os tipos, sobretudo alguém que via em problemas, possibilidades de superação. Deus, no entanto, decidiu por ele, e o levou. Ficamos, de um momento para outro, sem nosso chão, sem rumo. Nos dias seguintes, lembramo-nos do que papai nos ensinou: aceitar sempre os desígnios de Deus. Dolorosamente, sem sua presença física, nos apegamos a tudo de bom que ele nos transmitiu durante sua vida’, disse a filha Karla.
 
Filho de Joaquim Marques Araújo Filho e d. Páschoa Maria Cassis Araújo, teve duas irmãs, Mariluce e Márcia. Deixou, viúva, a senhora Latife Esper Araújo, 39 anos depois de se casarem. Do enlace, três filhas (Karina, executiva de negócios da Vivo, residente em São Paulo; Cristiane, professora de Português em escola estadual, casada com o contador Josimar Baldo; e Karla, supervisora de vendas da Tim). O casal teve uma neta, Helena. ’Ele, que era um pai-pai fantástico, tornou-se criança de novo quando Helena chegou. Passou todos os momentos que pode, perto dela. Até parece que sabia do sobre o futuro. Foi daqueles avôs que, mesmo proibido de conceder certos gostos a neta, fazia’, disse a filha.
 
Profissionalmente, Marcos construiu sólida clientela. ’Digno e correto em seus negócios, intermediou negociações que tornaram seus clientes, amigos. Era muito bom ouvir o que diziam dele. Não admitia tristeza perto de si. Tinha a capacidade de tornar tudo, uma grande brincadeira. Com meus avós árabes, usava palavras que aprendeu durante a convivência, para mexer com eles. Era só ver que se punham a discutir algo e lá vinha seu comentário preferido, ’já estão preparando nova excursão à gruta batidini, que quer dizer, lugar dos loucos’. Dizia e ria, ria muito, e todos, sem se conterem, passavam a acompanhá-lo. Tinha esse dom, de tornar ambientes carregados, ma grande risada’.
 
’Papai e mamãe se completavam. Ela brava, ele, conciliador. Ela séria, ele sempre disposto a brincadeira capaz de desanuviar ambientes. Foram, então, um só, como são os casais verdadeiramente felizes. Pai de três filhas, e ciumento, não perdia oportunidade de aproveitar visita de amigos nossos, perguntando-nos, sempre com voz alta para que ouvissem, ’se aqueles bocas abertas teriam condição, lerdos como eram, de cuidarem de nós’. Será difícil lidar com a vida sem suas gírias, companhia, presença, amor, apoio’, concluiu Karla.
 
Em seu velório, realizado no São Vicente de Paulo, embora se lidasse com perda abrupta de alguém tão jovem e amado, houve também alegria, a mesma que o motivou pela vida afora. Padre Alessandro, pároco da igreja matriz de Itirapuã, esteve presente e ressaltou essa qualidade de Marcos.
 
Sepultamento aconteceu às 16 horas do mesmo dia da morte, no Cemitério da Saudade, com serviços da Funerária Nova Franca. Missa de Sétimo Dia, por intenção de sua alma, será celebrada dia primeiro de novembro, 19 horas, na Igreja de Nossa Senhora das Graças.

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