A ex-mulher de Thiago Batista de Barros, acusado de matar o cantor Dan Nunes, teve a prisão preventiva decretada na manhã de quarta-feira, dia 26, em Santos, litoral de São Paulo.
Em 30 de março de 2015, após terminar um show em um bar, Dan Nunes foi morto na porta do estabelecimento com um tiro nas costas. O suspeito do crime era Thiago, que teria matado o cantor por ciúmes.
O suspeito acabou preso e condenado a 18 anos de prisão em regime fechado. Em julho de 2015, Elyse Chiceri depôs e admitiu que mantinha relações ora com Thiago, ora com Dan. A jovem teria revelado que também incentivava o ciúme entre os dois, fazendo comparações entre eles.
No primeiro julgamento, que precisou ser adiado por problemas técnicos, Elyse admitiu ter dito a Thiago que o desempenho sexual dele era inferior ao de Dan. Na última segunda-feira, dia 24, aconteceu o julgamento que culminou na condenação de Thiago. Desta vez, Elyse não compareceu.
No mandato de prisão da jovem, a Justiça entendeu que "por não comparecer ao julgamento de Thiago Batista de Barros, por ter um celular onde há provas de que participou do crime e que suas declarações causaram séria perturbação, trazendo reforço à sensação pública de que se vive em uma sociedade impune e eticamente apodrecida em seus valores morais como: família, fidelidade, liberdade e responsabilidade".
Elyse é acusada de envolvimento indireto na morte do cantor. "A minha prisão é ilegal e absurda. Não tenho participação nenhuma (no crime)", disse Elyse ao repórter Eduardo Velozo Fuccia, do jornal A Tribuna. "Nunca tive a oportunidade ou a coragem de falar com a família do Dan. Queria pedir perdão de alguma forma por tudo o que aconteceu", acrescentou ela.

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