Festival de trapalhadas


| Tempo de leitura: 3 min
Conheço Gilson de Souza (DEM) há duas décadas. Sou amigo próximo dele e dos filhos. Trabalho com o genro dele há 16 anos. Sempre tomamos cerveja juntos. Me sinto confortável para falar do candidato. É um cara do bem, gente boa. Fez muito como deputado. Mas, tinha uma péssima assessoria, razão pela qual não conseguiu se reeleger em 2014. Com a derrota, Gilson demitiu parte dos assessores nos dias seguintes. Ele sabia que era preciso mudar a equipe. Mudou para pior. Só isso explica a série de trapalhadas que está se envolvendo no segundo turno. 
 
O Gilson da atual campanha não faz lembrar nem de longe o simpático mineiro de Delfinópolis, que cativava a todos. Primeiro, rompeu com a imprensa, com quem sempre teve boa relação. Ao contrário do que os torcedores do time 25 possam imaginar, não é uma birra exclusiva com o GCN. O candidato não atende nenhum jornalista, independentemente do veículo ou da cidade. Deu canseira nos produtores da EPTV, Clube e Record. Mesmo tendo confirmado presença nos debates, não apareceu e não se importou em dar um telefonema para dizer que não iria. 
 
O fato irritou o experiente jornalista Roberto Ribeiro, da Clube, que fez dura crítica ao candidato domingo: “Gilson de Souza não cumpriu com documento assinado ratificando sua presença no debate”. Ninguém é obrigado a participar de nada, mas o mínimo que se espera de um homem público é a gentileza da justificar a ausência. As pisadas de bola de Gilson não se resumem apenas ao rompimento com a imprensa e na fuga a debates. O candidato ficou em silêncio e nunca disse o que pensa dos absurdos ditos pelo vice, que afirmou não gostar de pegar na mão do povo. Como miséria pouca é bobagem, ontem levou um pito público da indústria Ferracini, que o acusou de mentir durante seu programa na propaganda eleitoral. Repensar as atitudes é necessário e faz bem. Até porque, ganhando ou perdendo, a vida continuará a partir do dia 30.
 
SUSPEITA DE COMPRA DE VOTOS: O juiz eleitoral Fernando da Fonseca Gajardoni abriu investigação para apurar denúncia de compra de votos contra o prefeito reeleito de Itirapuã, Rui Gonçalves (PP). A ação foi ajuizada pela coligação derrotada em 2 de outubro, liderada pelo candidato Gerson Alves (PSDB). A Justiça requisitou imagens da agência dos correios de Itirapuã, que supostamente, podem provar a afirmação de pagamento das contas. Caso a denúncia seja comprovada, pode implicar na inelegibilidade por oito anos dos condenados, além de cassação do registro ou diploma. 
 
CORINTIANO, MAS PALMEIRENSE: Sebastião Ananias foi aliado de Sidnei Rocha por uma vida e ocupou cargos estratégicos nas três administrações do “amigo”. Romperam em 2012 por causa das prévias e Ananias virou Graciela Ambrósio desde criancinha. Com a derrota da delegada, foi para Orlândia ser secretário de Flávia Gomes. Agora, é Gilson de Souza futebol clube.
 
NÚMERO CABALÍSTICO: Néria Buzzato, de Patrocínio Paulista; Marcos Passarinho, de Rifaina; e Corrêa Neves Júnior, de Franca, são do PSD e disputaram as eleições para vereador com o mesmo número: 55 555. Foram os segundos mais votados em suas cidades.
 
AGORA, VAI: A campanha de Gilson de Souza, que deu uma derrapada na reta final, tem tudo para aprumar novamente: o vereador Vergara entrou de corpo e alma na divulgação, inclusive distribuindo resultado de pesquisa fajuta.
 
EXPOAGRO 2017: Não importa se vai dar Sidnei ou Gilson. O show de abertura da festa mais popular da Franca já está garantido: Nanda Bell ou Aline Rocha.
 
 
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários