Grávida assume o ponto do tráfico do marido e acaba presa


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Imagem de arquivo meramente ilustrativa
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Depois de ver o marido sendo preso por tráfico de drogas, uma sapateira de 21 anos decidiu “assumir os negócios” da família e lucrar com a venda de entorpecentes. Sua “profissão” e as táticas utilizadas na venda funcionaram por quatro meses, mas foram interrompidas na noite da última segunda-feira, quando a Polícia Militar encontrou maconha em seu apartamento, no Parque Dom Pedro, e a levou presa.
 
A apreensão aconteceu por volta das 20 horas em um dos blocos do conjunto habitacional. A Força Tática estava em patrulhamento pelas imediações quando recebeu uma denúncia anônima via 190 de que a sapateira, grávida de quase três meses, vendia drogas nos “predinhos” do bairro. Ela estava na porta de seu apartamento quando os policiais militares chegaram e foi a própria mãe da suspeita que permitiu a entrada deles para revistar o imóvel.
 
Ali mesmo, no quarto da sapateira, sob a cama, os PMs encontraram dois tijolos pequenos de maconha e uma balança de precisão. Questionada sobre os pedaços de droga, ela confessou ser traficante. Disse aos policiais que passou a comercializar no lugar do marido, há cerca de quatro meses. Por essa razão e pelo entorpecente encontrado, foi levada ao Plantão Policial.
 
Já na delegacia, mudou a versão. Ao prestar depoimento, a “grávida do tráfico” afirmou que a balança de precisão encontrada era apenas para “pesar objetos de prata”. Já a droga, conforme sua versão aos investigadores e escrivães, seria para consumo próprio. Mas, assim como o seu marido, teve a cadeia como destino. 
 
Após ser autuada em flagrante, foi recolhida à Cadeia Feminina do Jardim Guanabara, onde permanece à disposição da Justiça. A maconha e a balança de precisão foram apreendidas.
 
Os casos
A sapateira faz parte de um grupo de francanos presos por tráfico de drogas neste mês de outubro que ainda entrarão para as estatísticas da SSP (Secretaria de Segurança Pública) do Estado de São Paulo. Ontem, foram divulgados os números de ocorrências de janeiro até o mês de setembro. Neste ano, já foram 362 casos de tráfico de entorpecentes. Desses números, 24 correspondem a apreensões feitas no mês passado, tanto pela Polícia Militar quanto pela Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes). 

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