Morreu Aparecida Borges


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Maria Borges foi sepultada no Cemitério da Saudade
Maria Borges foi sepultada no Cemitério da Saudade
Morreu às 18h45 do dia 20 de outubro, na Santa Casa de Misericórdia, a senhora Maria Aparecida Borges. Tinha 86 anos. Nos últimos meses, enfrentando complicações de saúde causadas por diabetes, enfrentou rápida debilitação física. ‘Mulher forte que teve e criou onze filhos, sempre teve boa saúde. Apenas agora, no fim de sua vida, a vimos sentir o peso dos anos. A causa da morte foi parada cardiorrespiratória. Cremos que a Deus a levou quando a percebeu pronta para ir ao encontro Dele, já que sempre foi uma mulher de muita fé’, disse a filha Angélica. 
 
Era natural de Claraval (MG). Lá, conheceu e se casou com o também lavrador Joaquim Pedro Borges. Foram 47 anos de feliz casamento. Do enlace, onze filhos (Antônio, motorista de caminhão, casado com casado com Terezinha; a costureira Terezinha, viúva de hortifrutigranjeiro Manuel Peres; Regina e Maria Rosa, elas que moravam com a mãe e dela foram companhia e cuidadoras zelosa, especialmente depois da morte de Joaquim; o motorista profissional Pedro, casado com Maria Clarice; o comerciante Francisco, casado com Niltelina; a pespontadeira Maria José, casado com o comerciante José Rodrigues; a coladeira Maria do Carmo, casada com o comerciário Antônio de Almeida; Reinaldo, casado com Iracilda, empresários de banca de pesponto; a comerciária Ana Lúcia, casada com Elói Borges; e Angélica, casada com José Carlos Pongeti, também proprietários de banca de pesponto.
 
Dos casamentos dos filhos, o casal teve 26 netos (Nislene, Manoel, Leonor, Márcia, Juliana, Diogenes, Matheus, Fernanda, Renata, Luciana, Patrícia, Márcio, Gabriela, Júlia, Maisa, Marcos, Murilo, Marina, Miguel. Jéssica, Adriana, Silvia, Marcelo, Ana Carolina, Daniel e Kerolyn), nove bisnetos e um tataraneto.
 
’Mamãe tinha muito orgulho de sua grande família. Ano passado, quanto ela fez 85 anos, fizemos festa onde quase todos estiveram presentes. Ela foi paparicada por filhos, netos, bisnetos, familiares e amigos que fizeram questão de abraçá-la. Brincamos muito com ela, dizendo-lhe que a ’culpa por ter tanta gente lá, era dela’ e ela ria muito, cheia de vida. Não poderíamos imaginar que em tão pouco tempo ela nos deixaria’, disse Angélica.
 
Religiosa, desde pequena Maria acreditou que Deus provê seus filhos. Era devota de N.S. Aparecida, a quem chamava de ’mãezinha’, e do Sagrado Coração de Jesus. ’Reunia a família a cada início de noite, para rezar o terço. Levou os filhos e, depois, fez com que cada um de nós, já pais e mães, levássemos seus netos à catequese, à primeira comunhão, ao crisma, às celebrações eucarísticas dos domingos. Nossa vida nunca foi fácil, mas como ela dizia que seria, a Providência Divina sempre nos proveu’.
 
A família se mudou para Franca nos anos 70, em busca de oportunidades de trabalho e estudos. ’Mamãe conduzia a casa. Papai saia cedo para continuar lavrando a terra, e retornando bem tarde. Devagar, nossa vida melhorou. Finalmente, aposentaram-se. Depois, o perdemos. Mamãe continuou sendo nossa força’, concluiu a filha.
 
Velório aconteceu no São Vicente de Paulo. Padre Reinaldo, da Igreja de Santo Antônio, enalteceu as qualidades de Maria. Amizades dela, da Igreja do Menino Jesus de Praga, levaram apoio à família. Sepultamento, com serviços da Funerária São Francisco, foi realizado no Cemitério da Saudade dia 21, às 16 horas.

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