Boa reputação depende da qualidade do serviço e do produto, mas também da capacidade de inovação. Serviços, produtos e inovação devem beneficiar não somente as empresas, mas também a sociedade, os consumidores. Por isso, reputação está ligada à confiança que os consumidores depositam na marca construída ao longo do tempo, a cada novo dia. Tais conceitos podem ser aplicados também em nossa cidade e nas nossas ações para com o lugar onde vivemos.
Há anos, bastava o empenho da palavra para haver um acordo. Em linguagem popular, fio do bigode traduzia a honra de um homem. Hoje, até documentos escritos são questionados quanto a interpretação do texto que contêm.
Palavras são polissêmicas diante dos vários sentidos que podem produzir. Confiança ainda deveria remanescer. ‘Nome’ carrega infinidade de informações que compõem o caráter, a honra, a ética e a moral que portamos.
Tal e qual empresas precisam cuidar da reputação de sua marca para se manter no mercado, nós também precisamos cuidar de nossa reputação pessoal e profissional, para permanecermos críveis e mantermos relacionamentos saudáveis.
Pequeno deslize pode arranhar, mas se a reputação for duvidosa, será sempre um desastre. É possível sim, melhorar má reputação com trabalho, estudos, dedicação, inovação. Principalmente, com produtos e serviços de qualidade, mas não basta ter um belo discurso! É necessário agir e ter práticas que revelem e confirmem as palavras pronunciadas, já que confiança se liga ao ethos (caráter) do orador.
Diante disso, eis algo para nossa reflexão: como avaliamos a marca ‘Cidade de Franca’, nossos ‘atletas’, ‘empresas’, ‘escolas’, ‘instituições’, ‘meios de comunicação’, “nosso políticos”, “o nosso povo”, “nos mesmos”? Nossas reputações são más? Precisamos melhorar, para melhorar nossa cidade? É boa? Precisamos fazer o que, face a pequenos deslizes’, para ultrapassar momentos de crise?
Acir de Matos Gomes
Advogado, professor universitário na Universidade de Franca
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