Megaoperação prende 2 por ataques a caixas eletrônicos


| Tempo de leitura: 2 min
Policiais escoltam Frank Sanner e Rafael Campos, tidos como membros da quadrilha, até a DIG
Policiais escoltam Frank Sanner e Rafael Campos, tidos como membros da quadrilha, até a DIG
Dois homens apontados como membros da quadrilha responsável por explosões de caixas eletrônicos na região de Franca foram presos ontem de manhã em megaoperação da Polícia Civil. Os proprietários de um lava-jato do Jardim Aeroporto, Frank Sanner da Silva, 34, e Rafael Campos, 36, tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça após uma investigação da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), que apontou envolvimento da dupla em crimes contra bancos do Estado de São Paulo e do Sul de Minas Gerais. 
 
Segundo o delegado Márcio Garcia Murari, responsável pelas investigações, os donos do lava-jato fazem parte da quadrilha que explodiu a agência do Santander da Usina de Estreito, em setembro, quando foram levados R$ 140 mil. “Com a prisão de um casal em um rancho, a investigação apontou para os dois. Eles agiam em conjunto com pelo menos outros seis bandidos. Temos evidências da participação de moradores até de Minas Gerais e Goiás.”
 
A operação, deflagrada nas primeiras horas dessa segunda-feira, contou com 51 policiais de Franca e região, quatro delegados e 16 viaturas. Na casa de Frank, eles se depararam com o acusado, Campos e outros três homens que foram detidos e liberados pouco depois. Foi na casa do Aeroporto que os policiais puderam constatar o envolvimento dos suspeitos e apontar o dono do imóvel como o chefe da quadrilha.
 
Durante revista pelo imóvel, foram apreendidos quase R$ 1,9 mil; uma moto com chassi adulterado; uma espingarda de chumbinho; dois rádios-comunicadores e diversos objetos de procedência duvidosa. Um dispositivo usado para detonar explosivos também foi localizado.
 
Os policiais encaminharam a dupla até a DIG. Em seu depoimento, Frank não admitiu nem negou envolvimento com os crimes. Apenas concordou quando recebeu voz de prisão. Ele e Campos foram conduzidos à cadeia.
 
Outros casos
Além da prisão de ontem por associação criminosa, Frank responde pelo crime de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito e é investigado por outros ataques a caixas eletrônicos. No ano passado, ele foi detido por possível envolvimento à explosão na sede do GCN e em Nuporanga. Todos os crimes seguem sob investigação na DIG.
 
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários