Ex-homem forte de Sidnei, Ananias declara apoio a Gilson


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Sebastião Manoel Ananias
Sebastião Manoel Ananias

Setembro de 2012. A poucos dias das eleições municipais, o então secretário de Finanças, Sebastião Manoel Ananias, pediu exoneração e deixou o governo de Sidnei Rocha (PSDB), onde estava desde janeiro de 2005. A decisão foi motivada pelo desgaste com o ex-prefeito. Em abril, Ananias havia perdido as eleições internas do PSDB para Alexandre Ferreira e culpou Sidnei pela derrota. “As prévias foram uma farsa”, disse na oportunidade.

Rompido com Sidnei e Alexandre Ferreira, Ananias declarou apoio à candidatura de Graciela Ambrósio, que disputava as eleições para prefeito naquele ano pelo PP. Sidnei conseguiu eleger o sucessor. Com a derrota da delegada, Ananias foi ocupar cargo semelhante ao de secretário de Finanças na Prefeitura de Orlândia.
 
Ananias pediu exoneração do cargo em Orlândia no segundo semestre deste ano a poucos dias do fim do prazo para desincompatibilização, o que fez surgir comentários nos bastidores políticos de Franca de que ele pretendia disputar as eleições pelo PTB, o que foi negado por ele.
 
Ananias estava fora dos holofotes da atual campanha até a última quinta-feira, quando Sidnei Rocha disse, na sabatina do GCN, que foi ele quem elaborou os temos do atual contrato que foi assinado com a empresa de ônibus São José. Em texto publicado em seu perfil no facebook no mesmo dia, Ananias rebateu o candidato do PSDB. “Como de seu costume, você mentiu. Conheça primeiro o assunto, as exigências da legislação e a forma que se deu o processo para depois falar. Tenho me mantido calado até hoje. Primo pelo respeito às pessoas. Gosto da decência, da verdade. Você é hoje, sob minha avaliação, o responsável por todos os absurdos que temos. Pare de fugir da verdade e de mentir”.
 
No dia seguinte, Ananias gravou mensagem declarando apoio a Gilson de Souza e fez postagens dizendo que poderá integrar o eventual governo do candidato.
 
A relação política de Sebastião Ananias com Sidnei Rocha começou em 1976. Desde então, sempre estiveram juntos. Ocupou cargos estratégicos nas três administrações de Sidnei e nas duas de Ary Balieiro. Foram 18 anos como secretário.

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