Ao chegarmos à reta final da campanha eleitoral que vai definir os prefeitos de um grande número de municípios em segundo turno, acompanhando a propaganda gratuita de rádio e TV, percebe-se que muitos políticos ainda contam com a “gratidão” dos eleitores para conseguir a vitória. Enquanto muitos cidadãos ainda seguem a velha máxima do “rouba, mas faz”, há candidatos, seguindo as instruções de seus marqueteiros, que deixam transparecer que qualquer ação de governo é um “favor” e nunca uma obrigação. Muita gente ainda ignora que o dinheiro público tem financiador e dono: o contribuinte, único patrão daqueles eleitos para representá-lo. Quem desvia merece ser investigado, processado, condenado e preso, já que sonega aos verdadeiros donos do dinheiro um serviço público de qualidade, principalmente nas áreas de saúde e educação.
Todo gestor ou legislador público não pode agir como se fosse dono da verdade. sem ter a obrigação de prestar contas a ninguém. Esta política velha, onde se trocavam votos por dentaduras e se formavam currais eleitorais que perenizavam coronéis e seus familiares à frente dos Poderes Executivo e Legislativo, já deveria, há muito tempo, estar totalmente limada em nosso País. O pior é que ainda hoje existem aqueles que se aferram neste tipo de ação política, mas estão encontrando resistência entre os eleitores e também junto à Justiça Eleitoral. Quem acompanha o noticiário pós-primeiro turno tem visto a ação do Ministério Público e de juízes, cancelando a vitória de alguns candidatos, inclusive colocando vários deles na cadeia por compra de votos ou abuso do poder econômico. É algo que não deveria mais estar ocorrendo no Brasil em pleno século XXI, principalmente por causa dos avanços tecnológicos que têm reforçado bastante a fiscalização oficial.
Desta forma, todos os eleitos, sejam prefeitos ou vereadores — e a questão se estende a todos os outros agentes públicos em níveis federal ou estadual —. têm mais é que trabalhar com transparência, inclusive prestando contas periodicamente aos seus patrões, que somos todos nós. O dinheiro dos cofres públicos deve ser utilizado com responsabilidade, parcimônia e total desapego. As verbas, sejam elas municipais, estaduais ou federais, têm que ser revertidas para a melhoria do bem estar do contribuinte, que hoje paga pesados impostos sobre a renda, sobre bens e sobre o consumo e encontra-se à mercê de um sistema público de saúde ineficiente e sucateado, um ensino cada vez mais deficiente e uma infraestrutura atrasada.
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