A execução do desempregado Willian Fernandes Ferreira, de 21 anos, em fevereiro do ano passado, voltou à tona ontem. Isso porque um dos envolvidos, Márcio Gabriel Brandão, 23, foi preso pela Polícia Militar na tarde dessa quarta-feira. Ele estava foragido e foi localizado em uma residência do City Petrópolis. Ainda ontem, foi encaminhado ao CDP (Centro de Detenção Provisória).
Brandão é um dos sete acusados pela morte do desempregado, “condenado” pelo Tribunal do Crime por supostamente ter estuprado, na companhia de um amigo, uma adolescente, na época com 14 anos, após consumirem drogas juntos no Jardim Luiza.
Na época da execução, de acordo com o apurado pela equipe de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), o padrasto, 32, e a mãe da garota, 37, levaram o suposto estuprador para que uma organização criminosa fizesse o julgamento do desempregado. Ele foi “condenado” e não demorou para ser assassinado.
No dia 3 de fevereiro, dois homens buscaram Ferreira em casa e ele não retornou mais. Só foi encontrado na manhã seguinte, morto, em um cafezal da rodovia Nelson Nogueira, que liga Franca a Ribeirão Corrente. Fora executado com um tiro no queixo e outro na testa, segundo o delegado Márcio Garcia Murari.
Esses dois homens que a polícia aponta como quem usou um GM Corsa para ir até a casa de Willian são Bruno Henrique Vilione, 21, e Brandão, preso ontem à tarde. O desempregado Rodrigo Pio, 33, também foi indiciado e está foragido. Além deles, Ednaldo Silva, 38, e Luciano da Silva, 40, teriam participado da execução. Tanto eles quanto Violione foram presos por tráfico pela Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes), após a execução, e respondem a processos na Justiça. O padrasto e a mãe da suposta vítima de estupro, de acordo com o relatório de investigação da DIG, foram capturados na semana passada. Os nomes deles não são publicados para evitar a identificação da adolescente.
A prisão
Ontem, enquanto os policiais militares patrulhavam o City Petrópolis, chegou uma denúncia de que o desempregado Márcio Gabriel Brandão estava escondido em uma casa do bairro. Segundo a Polícia Civil, ele não resistiu à abordagem e, durante consulta de seu nome, os PMs constataram que havia um mandado de prisão preventiva por homicídio simples contra ele.
Depois de ficar em uma cela do 5º Distrito Policial, Brandão foi conduzido ao CDP.
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