“Ensinou-nos que Deus sempre resolve os problemas de seus filhos, e que resolveria o dela da melhor maneira que pudesse”
Morreu às 5h10 da manhã de terça-feira, dia 18, na Santa Casa de Misericórdia de Franca, a senhora Zélia Isabel Mendes, aos 61 anos. Há um ano, teve recomendada a necessidade de passar por procedimento de prospecção de nódulos, para investigação de câncer. Fez a intervenção e voltou ao pleno exercício de sua vida. Há três meses, porém, sentindo-se desconfortável, voltou aos exames e soube da recidiva da doença. Preparava-se para iniciar o tratamento indicado, mas, na madrugada da segunda-feira, dia 10, com dores, foi levada a atendimento de urgência pela família “Teria que fazer uma drenagem e foi confiante, mas enfrentou complicações. Havia metástases. Seu organismo se debilitou profundamente e ela não suportou”, disse o filho Romenik.
Natural de Cristais Paulista, Zélia deixou viúvo, depois de 35 anos de casamento, o torneiro mecânico Luiz Valdir Rodrigues Tédi. Do enlace, dois filhos Romenik, inspetor de qualidade da Amazonas, casado com com Keila; e Diego, mecânico da Lago San/Honda, de Franca, casado com Priscila. Dos casamentos dos filhos, Zélia e Luiz Valdir tiveram quatro netos, Isabela, Isaac, Pietro e Maria Júlia.
Paralelamente às atividades de torneiro mecânico dele; e de dona de casa, mãe e avó de Zélia, ambos conduziam o Bar do Birigui — apelido dele em razão de sua cidade natal — localizado no Leporace. “Por 18 anos tocaram juntos o barzinho. As amizades que fizeram lá é motivo de muito orgulho para toda a nossa família. Alcançaram muito respeito pela educação com que atenderam e pelo zelo que dedicaram à clientela”, disse o filho.
“Mamãe era uma mulher de grande fé em Deus. Nos ensinou que é Deus que decide a nossa vida, que temos que fazer nossa parte, mas as decisões finais são dele. Enquanto esteve com a gente, foi mãe presente e atenta, esposa amada, avó que chegava a rolar pelo chão com seus netos. Jamais deixou que nada nos faltasse. Podíamos sempre contar com ela fosse qual fosse a necessidade. Fará falta eterna, mas, no tempo em que adoeceu, conversou muito com a gente e nos ensinou que Deus sempre resolve os problemas de seus filhos, e que resolveria o dela da melhor maneira que pudesse, fosse para ficar aqui, ou partir ao encontro Dele. Como que nos preparou para o desenlace. Estamos felizes porque sabemos que ela não sofrerá mais com doença tão insidiosa. Temos certeza que ela está bem, alegre, feliz, como aliás, estava na ocasião em que fizemos a foto que envio para publicação junto a este necrológio. Era agosto, aniversário de 10 anos de minha filha Isabela. Nada indicava que a perderíamos tão rápido”, concluiu emocionado o filho.
Velório teve espaço no São Vicente de Paulo. Lá esteve o pastor Clésio, da Igreja do Evangelho Quadrangular do Jardim Pinheiro II, para orar por Zélia e sua família. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, foi realizado às 14 horas desta quarta-feira, dia 19, no Cemitério Santo Agostinho.
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