Ancine divulga estudo demonstrando queda brusca na audiência da TV aberta


| Tempo de leitura: 2 min
Apostar em reality show foi o meio da Band se atualizar
Apostar em reality show foi o meio da Band se atualizar

A Ancine (Agência Nacional do Cinema) divulgou um estudo que revelou a queda da audiência na TV aberta.

O estudo foi divulgado no dia 7, segundo o site Correio Braziliense, e aponta que o setor audiovisual encolheu de 63,7% para 41,5%. Isso representa uma queda de 30% na renda gerada pelas TVs abertas.

Foram recortados dados referentes aos anos de 2007 e 2014, quando os serviços de streaming ainda não eram populares. Isto significa que se os dados colhidos fossem mais recentes, revelariam uma crise ainda maior das emissoras com transmissão gratuita.

De acordo com o Ibope, a TV paga teve um crescimento de 38% entre os anos de 2008 e 2012. A Ancine acrescenta que, pela primeira vez, a TV a cabo é responsável por mais de 50% de toda a receita do mercado. No ano passado, porém, as operadoras perderam 500 mil assinantes, mas os clientes que pagam para ter acesso a um conteúdo diferenciado, personalizável e com qualidade de imagem, são quase 20 milhões.

Outro concorrente que tem conquistado clientes é o serviço de streaming. A Netflix já possui 4 milhões de usuários somente no Brasil e no início deste ano anunciou que sua renda supera a do SBT (R$ 1,1 bilhão, de acordo com o jornalista Ricardo Feltrin).

“Há um cansaço por parte do público de assistir a muitos conteúdos que a tevê aberta ainda investe porque são fórmulas que dominam, como programas de auditório e telenovelas. São hábitos arraigados e ligados à história da tevê e do rádio. O brasileiro gosta de novela, mais do que em outros lugares do mundo. Mas me parece evidente que se você assiste uma boa série de 15 ou 20 episódios e ela acaba, e se procura outras, dificilmente voltará a sentar no sofá e ver uma novela”, comenta Maurício Stycer, blogueiro e analista da TV brasileira.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários