Morreu às 2h30 de ontem, dia 17, a senhora Edna Maria de Castro Silva, aos 57 anos. Segundo a família, ela não resistiu a parada cardiorrespiratória que a acometeu, mesmo com continuadas tentativas de ressuscitação que, imediatamente à constatação do problema, paramédicos chamados lhe aplicaram. 'Mamãe conviveu com problemas de saúde recorrentes, que a penalizaram muito e a afastaram da vida profissional em Calçados Jotape há quinze anos', disse a filha Juliana.
Era filha do fundador da empresa, José Alves de Castro, o Zé Mineiro, e d. Zenaide Pereira de Castro, que ficou viúva dele em janeiro de 2015; e irmã de Antônio, o Totonho, atual diretor presidente da empresa, e Regina Eudóxia.
O pai levou os filhos ainda muito jovens a participarem da vida da Jotape. Sempre afirmou que quando mais cedo os jovens fossem ao trabalho, mais rapidamente conheceriam as dificuldades da vida e mais rápido se tornariam cidadãos do bem. Foi assim com os três filhos. Dois, Totonho e Edna, persistiram na área. Regina foi trabalhar no Inamps e se aposentou lá.
'Aprendemos tudo na prática', disse Totonho. 'Papai viajava muito para vender. Em algumas viagens me levava. Em outras, era Edna que o acompanhava. Dentro da fábrica também nos fez aprender tudo sobre os processos industriais e de governança. Edna se encantou com as áreas de pessoal e recursos humanos. Com perfil humanista, contribuiu muito para que os funcionários constituíssem uma grande família. Não à toa, sempre destacaram minha irmã como guerreira, gente humilde, dona de grande coração e completamente disponível a ajudar na resolução de problemas, até os pessoais, que nossa gente pudesse estar enfrentando'.
Edna deixou, viúvo, Divaldo Silva. Tiveram 39 anos de casamento, cinco filhos (Joyce, Juliana, casada com Rogério Pedigoni; José, o Zezinho, casado com Fernanda; Juliano e Júlio César) e quatro netos (Leonardo, Júlia, Miguel e Helena). 'Foi mãe amiga, sempre disponível, aconselhadora, avó amorosa. Gostava de declamar poesias, e o fazia como se contasse histórias. Quem a ouvia, aplaudia. O amor que nos dedicava era puro e focado. Para cada um dos momentos de nossas vidas, tinha uma palavra adequada, pertinente, capaz de nos dar ânimo e querer conquistar mais, pessoal e profissionalmente. A herança de simplicidade, dedicação ao próximo que nos deixou, nunca nos permitirá esquecê-la', disse sua filha Juliana. ''Continuará sempre presente pelo bem que plantou em família, dentre seus incontáveis amigos e em cada um de nossos funcionários', completou o irmão Totonho.
Edna foi velada no São Vicente de Paulo. Com serviços da Funerária Francana, sepultamento aconteceu no Cemitério da Saudade ás 16 horas de ontem, dia 17.
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