A Zika está sendo ocultada na Flórida! O Miami Herald disse que os prefeitos de Miami-Dade County e Miami Beach afirmaram que o estado da Flórida pediu para que localização de focos do mosquito transmissor fosse mantida em sigilo.
Situa-se o início da ‘epidemia’ de Zika na Copa do Mundo, em 2014, no Brasil, espalhando-se no ano seguinte. A cientista Adriana Melo, do Instituto de Pesquisa ‘Joaquim Amorim Neto’, de Campina Grande (PB), que descobriu correlação entre Zika e microcefalia, virou piada na internet: ‘justo uma cientista do nordeste e mulher...’.
Cientistas do CDC, Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, principal instituição de pesquisa de saúde do país publicaram confirmação no New England Journal of Medicine. O prefeito de Miami-Dade County ouviu que informação sobre locais onde havia Aedes aegypti contaminados era confidencial. O mesmo ocorreu com o prefeito de Miami Beach.
O CDC contou que desde 1º de janeiro de 2015, nos EUA foram 8.968 casos relacionados a viagens, e 43 casos foram contraídos localmente; 9.011 casos, todos na Flórida.
Também foram registrados 26 casos de Síndrome de Guillain-Barré, sendo 16 casos de bebês nascidos com defeitos congênitos com evidência de infecção pelo vírus Zika e cinco perdas de gravidez com defeitos congênitos.
O governador da Flórida divulgou que vai investir US$ 25 milhões em pesquisa para vacina contra a doença. O presidente Obama, em fevereiro, quis investir US$ 1,9 bilhão para combater o Zika, mas republicanos, maioria no Congresso, bloquearam o pacote proposto. Enquanto no Brasil reclama-se dos ‘fumacês’, a camionete pulverizadora; nos EUA pulverização é feita por aviões e helicópteros.
Miami Beach usa o pesticida BTI, natural e e já é usado nas fazendas orgânicas de Florida Keys Em Miami-Dade County usa-se o Nalede, proibido na Europa por provocar problemas de saúde.
Mario Eugenio Saturno
Tecnologista Sênior do INPE (instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)
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