Adaptação ao horário de verão leva até 7 dias, diz médico


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O horário de verão começou oficialmente neste fim de semana. Adiante seu relógio em uma hora
O horário de verão começou oficialmente neste fim de semana. Adiante seu relógio em uma hora
O horário de verão começou neste domingo, 16, quando os relógios dos estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além do Distrito Federal, foram adiantados em uma hora. A medida tem como objetivo estimular o aproveitamento do uso de luz natural para economizar energia. Porém, essa mudança de horário e de iluminação normalmente gera reclamação entre muitas pessoas. Não é raro encontrar quem reclame de sonolência durante o dia, cansaço, irritabilidade, alterações de apetite e um humor deprimido são alguns efeitos ocasionados em decorrência da perda de uma hora de sono. 
 
Felizmente, de acordo com o médico cardiologista do Hospital São Joaquim, Nilson Ricardo Salomão, a mudança de horário interfere pouco na ordem temporal interna do corpo, que regula o sono e a temperatura. “Vejo que com a mudança do horário de verão, a desordem temporal interna altera pouco. Ela é mais perceptível para o grupo de pessoas que acordam e costumam dormir mais cedo. Mas o processo de sincronização é rápido e não afeta muito a rotina de cada cidadão”, afirmou. 
 
Segundo o médico, o ideal para adaptação do organismo e do sono, seria repetir os horários de ir dormir todos os dias para que o organismo se acostume. “A adaptação é curta. Acredito que uma semana é o suficiente para o organismo se adaptar à mudança de horário”, aponta. 
 
Economia
O governo federal estima que irá economizar R$ 147,5 milhões com horário de verão, o que representa o custo evitado em usinas térmicas por questões de segurança elétrica e atendimento à ponta de carga durante esse período. No horário de verão do ano passado, o país economizou R$ 162 milhões, com redução de consumo de energia de 2,6 mil megawatts (MW) - o correspondeu a 4,5% da demanda nos horários de pico.
 
Atualmente, a medida é empregada sempre a partir do terceiro domingo de outubro até o terceiro domingo de fevereiro do ano seguinte. A alteração, que não vigora nos Estados do Norte e Nordeste, tem como objetivo evitar a sobrecarga no sistema elétrico entre o fim da tarde e o início da noite, quando as pessoas chegam em casa e começam a usar aparelhos elétricos. A economia reflete o maior uso de iluminação natural neste período.
 
De acordo com a CPFL Paulista, em sua área de atuação, que compreende 234 cidades, o horário permitirá uma economia na ordem de 0,53% no consumo de energia elétrica. O volume corresponde a 99.832 MWh economizados, quantidade suficiente para abastecer Franca durante praticamente 51 dias.
 
O horário de verão foi instituído pela primeira vez no Brasil no verão de 1931/1932. Sua duração foi de quase meio ano, vigorando de 3 de outubro de 1931 até 31 de março de 1932.

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