O aforismo ‘o pior cego é o que não quer enxergar’ é tão claro no entendimento quanto o é na verdade que encerra. Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, a exemplo do Mestre Jesus que recomendou não fossem, ainda, aos gentios, também observou que não insistissem com aqueles que recusam aceitar o novo.
Para a Psicologia, aquele que se posiciona contrariamente a aceitação de novos conceitos e informações é um sofredor. A explicação é simples: ao mesmo tempo em que se revolve em curiosidade, fecha-se intregralmente contra o risco de ver substituídas ‘verdades’ antigas.
Aquele que, ao contrário, se move pela dúvida, está sempre aberto à pesquisa, à investigação, ao descortínio das devassáveis realidades locais e universais.
Considere-se que é no contraponto desse positivismo que são gerados o radicalismo e o fanatismo, tão perigosos quanto o ceticismo.
No mundo de expiação, onde estamos para resgatar dívidas escabrosas, ninguém pode considerar-se detentor, senão de insignificantes fragmentos da verdade única e eterna. Até mesmo o espírito que alcançou posições celestes, continuará, eternamente, reclamando a totalidade do saber divino.
A cada um de nós compete empreender a conquista da luz da verdade. Jesus, o divino encarregado de governar nossa bendita casa cósmica, conforme está em João (8: 32), assegurou-nos: ‘Conhecereis a verdade e ela vos libertará’, a par desta outra anotação, também de João (14: 6), em que Ele assevera: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida’.
Se desejamos entrar no Reino de Deus, isto é, tornar-nos, efetivamente, felizes, temos que admitir o conhecimento e a prática do Evangelho do Divino Mestre, além do verdadeiro sentido dos adjetivos ‘Salvador’ e ‘Caminho’.
Há muitas veredas a nos conduzirem ao Pai, mas, abramos os olhos para a verdade que todas hão de iluminar-se pela Lei do Amor.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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