Persistir no erro é rematada burrice?


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A expressão “fogo amigo” foi criada para designar, em ações de guerra, ataques onde se atinge os próprios aliados. No Brasil, passou a ser utilizada na política para apontar feitos de políticos que acabam por prejudicar os interesses de seus próprios partidos ou grupos alinhados a eles. Em nossa história recente, vários fatos foram chamados de “fogo amigo”, como a recente rasteira do PMDB, maior aliado do governo da petista Dilma Rousseff que foi decisivo no impeachment da então presidente, permitindo que o presidente do partido (e vice da República) assumisse o posto. O novo áudio do candidato a vice-prefeito de Gílson de Souza (DEM) faz levantar esta tese, ainda mais que já estamos na reta final da campanha para o segundo turno do pleito para a Prefeitura de Franca, que ainda tem o tucano Sidnei Rocha no páreo.
 
Um dia depois de tentar explicar as primeiras gravações, sem sucesso, o professor Frank Pereira volta a ter um novo áudio divulgado, no qual reafirma as posições que tinha assumido, prejudicando ainda mais a campanha do seu companheiro de chapa. A divulgação de conversas em que ele esnobava a hipótese de formar dobradinha com Gilson e dizia não gostar de pegar na mão do povo, parece não ter servido de alerta. O novo áudio começou a circular ontem. Nele, o professor Frank comenta a confusão em que se envolveu e repete as polêmicas afirmações que havia feito e que provocaram um baque na campanha de Gilson. Chega a citar a manchete do portal GCN a respeito de suas declarações.
 
Seria muito ingênuo de nossa parte acreditar que o candidato não tinha consciência de que poderia ter o novo áudio divulgado da mesma forma como ocorreu com os anteriores. A recente conversa, aparentemente, foi gravada anteontem após a divulgação dos dois primeiros áudios e teria sido vazada por integrante de um grupo de WhatsApp da família do candidato. Por isso, fica tudo muito estranho, da mesma forma como ocorreu com as duas primeiras gravações, que viralizaram pela Internet no feriado da Padroeira do Brasil. O pior é que, diante do imbróglio, Gilson de Souza tenha mantido um silêncio que não coaduna com a situação criada por Frank Pereira. Com a candidatura em risco, aparentemente nada fez para tentar explicar as opiniões do companheiro de chapa ou reverter o quadro negativo. O que não pode é deixar a situação perdurar e se manter assim, nebulosa. Do contrário, só se pode pensar que esta história está muito estranha e tem alvo certo: minar a campanha de Gílson de Souza.
 
 
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