Em boca fechada não entra mosquito


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Há um provérbio árabe bastante claro o qual, aparentemente, alguns de nossos políticos não conhecem: “a palavra é de prata e o silêncio é de ouro”. Praticamente o mesmo que o Novo Testamento aponta como fala de Jesus Cristo: “Não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem” (Mateus 15:11). Caso todos seguissem estas duas máximas, a campanha eleitoral em Franca, num segundo turno morno não teria sido chacoalhada diante de uma manifestação do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) em sua página em uma rede social ou de dois arquivos de áudio, que viralizaram na Internet, onde o candidato a vice-prefeito de Gilson de Souza (DEM), professor Frank Pereira, faz comentários sobre a sua visão política. Foram duas bombas que criaram um ruído enorme a quinze dias do pleito que vai eleger o próximo prefeito de Franca.
 
Alexandre Ferreira, naquele seu estilo de elefante em loja de cristais, resolveu responder a Sidnei Rocha (PSDB), que o alijou da disputa da reeleição ao vencer as prévias do partido, sem ter qualquer argumento para rebater o antecessor (o maior responsável pela vitória que lhe deu o mandato). Preferiu investir no lado pessoal deixando claro o seu despreparo e incapacidade para investir-se como homem público. Diante da manifestação de Sidnei Rocha de que não daria um cargo ao atual chefe do Executivo francano em caso de vitória, Alexandre foi deselegante, inclusive citando problemas de saúde do atual candidato, além de dizer que não teria se distanciado de seu criador, afirmando que havia mantido até parentes de Sidnei Rocha em sua administração. Foi uma resposta, acima de tudo, antipática e desnecessária, deixando clara a falta de controle do prefeito quando se trata de agir como persona política.
 
Já o professor Frank Pereira colocou fogo na campanha de Gilson de Souza diante de dois áudios, que viralizaram nas redes sociais no feriado de quarta-feira, nos quais fala sobre ser candidato e sua visão sobre a campanha política. Igualmente foi infeliz em suas colocações. Ele diz que “não estou nenhum pingo a fim de nada (...)” e mais adiante garante “mas ficar correndo atrás, ficar fingindo de legal, pegar na mão do povo, aí não, eu não gosto disso não”. Foi ainda mais polêmico ao citar Gilson de Souza e a política: “por exemplo, o Gilson de Souza vive disso. O cara está mais calejado que tudo. Se roubar, roubou... Se não roubar beleza”. Embora tenha garantido que os áudios eram muito maiores e as declarações ficaram fora de contexto, Frank Pereira, assim como Alexandre Ferreira perdeu uma grande ocasião para ficar quieto ou utilizar com maior cautela as ferramentas de que dispõe para se comunicar.
 
 
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