O mês de outubro tem sido marcado por ações especiais em toda a cidade em favor da conscientização da importância da prevenção e luta contra o câncer de mama. As atividades fazem parte do Outubro Rosa - movimento mundial para alertar, conscientizar e informar sobre a doença, principal causa de morte por câncer entre as mulheres.
Durante todas as noites de outubro, em atenção à causa, o prédio da Santa Casa de Franca tem sido iluminado na cor rosa. A Unimed incentiva e facilita os exames de mamografia para as pacientes associadas ao plano, com idade entre 50 e 69 anos, não sendo necessária apresentação de pedido médico, bastando ligar em uma das clínicas credenciadas e marcar o agendamento. Abraçando o Outubro Rosa, o Hospital e Maternidade Regional preparou palestras com a mastologista do corpo clínico do hospital, Maria Virginia Thomazini de Figueiredo.
Com 47 anos, a dona de casa Deusenir Silva Muniz, que está em tratamento contra o câncer de mama há 1 ano e 2 meses, descobriu um caroço na axila durante o autoexame. Para ela, o Outubro Rosa ajuda a alertar sobre o problema e transforma a luta das pacientes em uma grande união da sociedade. “Sempre fiz as mamografias, mas na última não apareceu nenhuma alteração. Apenas alguns meses depois senti uma forte dor no braço e detectei, através do autoexame, um caroço na minha axila. Foi um susto muito grande, pois nunca estamos preparados”, disse. “O que me salvou foi o exame, pois a doença estava avançando rápido. Por isso, campanhas como o Outubro Rosa são tão importantes. Propagar sobre tratamentos, alertar sobre eles e a importância de se cuidar e prevenir é indispensável”, completou.
Situação parecida foi vivida pela coladeira Sandra Silva, de 38 anos. Mesmo fora da faixa etária em que o exame é mais indicado, ela se deparou com o diagnóstico depois de sentir ínguas no braço. Hoje, trabalha para a conscientização das mulheres em relação ao autoexame e prevenção. “Enxergo hoje o câncer de mama como um aprendizado duro, mas valioso. As mulheres precisam realizar o autoexame e também as mamografias. Tive que retirar a mama, fazer quimioterapia e radioterapia. O tratamento não é fácil, porém nos ensina muito. Ações como o Outubro Rosa são valiosas para mostrar que não estamos sozinhas e podemos vencer.”
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