’Dedicou-se a incentivar seus estudantes à busca e conquista de objetivos cada vez mais elevados’
Morreu às 9h do dia 6, quinta-feira, no Hospital Regional de Franca, o senhor Jarbas José de Rezende, aos 89 anos. Há sete anos, diagnosticado com hidrocefalia, submeteu-se a cirurgia para implantação de válvula. Debilitação própria da idade não lhe permitiu voltar ao exercício de vida comum. Permaneceu acamado todo esse tempo. Semana passada, com pneumonia, foi transferido ao Regional. Não conseguiu vencer a doença.
Era natural de Araxá (MG), filho de Isordino Simões de Rezende e Carmelina Simões Ribeiro.
Na Faculdade de Matemática da Universidade Estadual de Minas Gerais, campus de Passos (MG), formou-se professor respeitado da matéria. Executou o magistério na Escola Dom Bosco, de Araxá (MG). Em outro período do dia, trabalhou também no Banco Dumont de sua cidade.
Deixou, viúva, a senhora Maria Auxiliadora Alves de Rezende, com quem teve 62 anos de casamento. “Fomos profundamente felizes. Jarbas foi marido carinhoso e responsável, pai de família atento e trabalhador . Ele adorava viajar. Sempre juntos, fomos a tantos lugares que se tornaram só nossos, já que não tivemos filhos”, disse Maria Auxiliadora.
Mudaram-se para Franca em 1964, em busca de novos projetos para suas vidas e, especialmente, aprofundamento dos estudos pedagógicos dele. “Apaixonaram-se pela cidade. Não poucas vezes, diziam que a amavam. Ele adorava ser chamado de francano. No início, quando chegaram, o primeiro emprego dele não aconteceu em Franca, e sim, em Patrocínio Paulista, sempre como professor, mas obrigou-se a viajar todos os dias só por um ano. Em Franca trabalhou, daí em diante, ministrando aulas em algumas das mais tradicionais escolas locais, como o ‘Torquato Caleiro’, ‘Dante Ghedine’ e ‘Suzana Ribeiro Sandoval’, disse Elaine Cristina Aparecida Ferreira de Oliveira Rocha, amiga do casal.
No ‘CEDE’, por seis anos, acumulou também o cargo de vice-diretor. “Foi um professor de rara competência, dedicado, coerente. Como vice-diretor, ao par de suas atividades administrativas, dedicou-se a incentivar os estudantes à busca e conquista de objetivos cada vez mais elevados. Muitos desses seus ex-alunos o referenciam como um dos melhores e mais comprometidos mestres que lá atuaram”, disse Elaine.
O corpo do professor Jarbas foi trasladado para Araxá, no mesmo dia de sua morte, com serviços da Funerária Francana. Velório e sepultamento ocorreram às 18 horas do dia 6, no Cemitério Central daquela cidade.
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