Hora de agir


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Recomeça a ocupação de escolas em protesto. Final do ano passado protestou-se contra a pretendida reforma escolar. Agora, é a reforma do ensino médio constante de Medida Provisória recém-editada. O surgimento de focos de resistência e desobediência civil precisa ser investigado e contido para evitar que jovens estudantes sejam transformados em objetos de manipulação dos que pouco se importam com a qualidade da Educação mas a utilizam politicamente. Mesmo numa democracia, o uso de desobediência deveria ser o último recurso para contrários, mesmo depois de terem, sinceramente, tentado convencimento e negociação entre as partes. Ao que parece, parecer ser o primeiro, e o pior é que não se tem notícia da ação do Estado contra insurgentes.
 
Os contrários às reformas dispõem de meios de comunicação para bradar suas posições. Quando a matéria entrar em discussão no Congresso Nacional, poderão para lá canalizar protestos e encontrar parlamentares dispostos a avalizar suas teses. 
 
Não lhes dá, porém, direito a impedir acesso dos que têm interesse em estudar, às escolas.Além disso, à comunidade escolar terá que ser garantido o direito de opinar. Deveria ser assim, um processo natural para busca do aperfeiçoamento, mas nunca conseguido à custa de pressão de alunos manipulados e ativistas de conhecidas instituições que, nas últimas décadas, arrepiaram a lei sem serem incomodadas por governos omissos. 
 
Aproveitando a decisão de Temer — que declarou não ser candidato à reeleição, embora a lei o permita — chegou a hora de se exigir responsabilidade de instituições e de movimentos sociais. Há que se respeitar o que executam dentro da suas finalidades estatutárias, e de se rechaçar e reprimir extrapolações. É inadmissível que atividades escolares ou de órgãos públicos se prejudiquem por ocupações, ruas e estradas sejam bloqueadas ou propriedade pública ou particular depredada em função de teses sócio-políticas. Isso é obra de bandidos, e as autoridades não podem tolerar!
 
 
Dirceu Cardoso Gonçalves
Tenente, diretor da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo

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