Com déficit de R$ 4 mi, Apae pode diminuir atendimento


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Maria Inês Archetti, Karina Magalhães e Paulo Zamikhowsky, integrantes da diretoria da Apae
Maria Inês Archetti, Karina Magalhães e Paulo Zamikhowsky, integrantes da diretoria da Apae
A crise econômica que assola o país atingiu as doações recebidas pela Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Franca. Com a queda drástica nas receitas e a ausência de reajustes nas verbas recebidas dos governos Federal, Estadual e Municipal, a instituição precisa de ajuda para fechar as contas e ameaça diminuir os atendimentos em 2017, comprometendo o serviço que realiza atualmente. O déficit, de acordo com a diretoria, chega a R$ 4 milhões por ano. 
 
“As doações caíram substancialmente neste ano. Sem reajuste e como todos os serviços oferecidos contam com contrapartida da instituição, corremos seriamente o risco de readequar o serviço prestado hoje”, disse a vice-presidente da instituição, Maria Inês Archetti.
 
Segundo a diretoria, a atual crise foi fundamental para comprometer a arrecadação com doações e, sem a devida ajuda dos governos, é impossível fechar as contas. Precisando de R$ 700 mil para fechar o ano e de um reajuste para 2017, a Apae tenta com o governo municipal ajuda para manter os atendimentos no número de usuários atuais.
 
“Não queremos comprometer os atendimentos, mas não vamos abrir mão da qualidade do que oferecemos. Por isso, há a necessidade de lutarmos pelo reajuste. Estamos esperançosos com o resultado, mas a situação é, sim, complicada”, disse o conselheiro consultivo da Apae, Paulo Zamikhowsky.
 
Atualmente, a Apae atende aproximadamente 950 usuários em três áreas: educação, saúde e assistência social. 
 
Além de usuários de Franca, a Apae recebe alunos de 13 cidades da região - Cristais Paulista, Itirapuã, Jeriquara, Patrocínio Paulista, Pedregulho, Restinga, Ribeirão Corrente, Rifaina, São José da Bela Vista e as mineiras Capetinga, Cássia, Claraval e Ibiraci. Dessas, apenas Rifaina contribui para as despesas da instituição. 
 
Cada aluno gera, em média, a despesa mensal de R$ 1.022. Desse montante, 60% é custeado pelos governos Federal, Estadual e Municipal e o restante, todo pela instituição. O déficit mensal ultrapassa os R$ 334 mil. Com ações especiais como rifas, festas, resgate de doações da Nota Fiscal Paulista, Empresa Apaixonada e telemarketing, esse saldo cai para R$ 175 mil, mas ainda é impossível fechar as contas, de acordo com os diretores.
 
“Todas as medidas possíveis para o corte de despesas foram tomadas, mas ainda não conseguimos fechar as contas. Contamos com o déficit atual de R$ 700 mil para este ano, isso sendo otimistas e já contando com o crescimento nas doações nos últimos meses. Mas, sem ajuda, será impossível fechar o saldo negativo”, disse Karina Magalhães, supervisora financeira.
 
Uma reunião com membros da diretoria, para explicar aos funcionários a atual situação da Apae foi realizada na última segunda-feira. No total, são 240 funcionários, além de 27 professores cedidos pela Prefeitura e outros 40 estagiários.
 
“Nosso objetivo é conseguir o apoio das Prefeituras que encaminham usuários e não cooperam com as despesas e também um reajuste da Prefeitura de Franca. Sem essas medidas, infelizmente, teremos que diminuir o atendimento e, consequentemente, poderão haver demissões”, concluiu  Maria Inês.

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