Morreu em casa, dia 10, 11 horas, a ex-funcionária da Santa Casa de Misericórdia de Franca e ex-dama de companhia, Maria Gobbo, aos 84 anos. Há dez, diagnosticada com Alzheimer, viveu todos as fases da doença junto a seus fami-liares, especialmente com a irmã, Luzia, casada com Alcides Francisco Costa, que lhe deu ampla e irrestrita atenção até seus momentos finais. “Os últimos três anos e meio ela viveu acamada, mas já não tinha pleno domínio da memória. Foi triste observar o defi-nhamento de uma mulher que, por toda a vida, foi dinâmica, incansável, dedicada ao próximo como poucas pessoas souberam ser”, disse Luiza.
Era filha dos agricultores Sebastião Gobbo e Verônica Brandieri, proprietários de área rural entre Franca e Claraval (MG). Teve três irmãos, Sebastião Filho, casado com Benedita Maldonado, ambos falecidos; Alcindo, casado com Maria Joaquina de Andrade, também falecidos; e Luiza. Não se casou. Dos enlaces dos irmãos, foi adorada tia de Sônia, Juraci, Sueli, Airton, Sandra, Luciana, Fabrício, Fabiana, Mara, Marli, Mauro; “tia-avó” de 19 sobrinhos-netos e “tia-bisavó” de 7 crianças. A todos conheceu e se empolgou em ajudar a criar, como contou a irmã Luzia.
A família chegou a Franca há 72 anos, depois da morte do patriarca. “Era preciso buscar escola e trabalho para os filhos. Em Franca, uma vizinha que se tornou grande amiga nossa, indicou minha irmã Maria à Santa Casa de Misericórdia, naquela época, dirigida por freirinhas. Ela foi empregada no setor de limpeza e cons-truiu lá, amizades duradouras, respeito dos diretores e carinho de incontáveis pacientes. Trabalhou por mais de 30 anos, até aposentar-se”, disse Luiza.
Aposentou-se mas não deixou de trabalhar. Tornou-se dama de companhia. Foi, atestada pela correção e humanidade com que exerceu serviços na Santa Casa, empregada pela família do casal Jamil Abdala e Amélia Calixto Abdala, comerciantes no bairro da Estação. “O senhor Jamil faleceu em 1972. Os filhos Fauzi, Ramize e Jamil Abdala queriam alguém confiável e dedicada para acompanhar dona Amélia. Dona Mariquinha, como a chamávamos, chegou, provou-se competente e, mais do que isso, tomou conta do coração de todos. Tornou-se parte da família. Ficou com a gente por quase 30 anos. Fazia as honras da casa, em nosso nome. Era correta, pontual, preocupada com cada um de nós. Tinha a chave da casa. Por nós, estaria lá ainda”, disse Elizabeth, mulher de Fauzi Abdala.
Seu velório aconteceu no São Vicente de Paulo. “Ela era religiosa. Frequentava a Igreja de Nossa Senhora das Graças e não faltava às missas das 19 horas dos sábados. Deixou de ir em função da doença. O diácono Maurilo, da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, do Jardim Paulistano, esteve presente e celebrou a encomendação do corpo de minha irmã. Foi uma pessoa do bem, sempre disposta a ajudar quem necessitasse. É certo que já está com Deus”, disse Luzia. Sepultamento, com serviços da Funerária Tedesco, foi realizado no Cemitério da Saudade neste dia 11, 10 horas.
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