Falta de informação sobre centros comerciais da CDHU


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O comerciante Jocelino Silva precisa fazer uma reforma em sua loja, mas não sabe se vale a pena, pois aguarda centro da CDHU
O comerciante Jocelino Silva precisa fazer uma reforma em sua loja, mas não sabe se vale a pena, pois aguarda centro da CDHU
A falta de informação quanto as transferências dos comércios ativos em cômodos adaptados nas garagens de prédios da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano), no bairro Vicente Leporace, tem gerado dúvida e desaprovação por parte dos trabalhadores. De acordo com relatos, não saber se ou quando essa mudança ocorrerá paralisou boa parte das ações que deveriam ter andamento com a chegada do fim de ano.
 
“Normalmente, faço calendários para divulgar a minha loja e agradecer aos clientes, mas como vou fazer isso se não sei o endereço de onde vou estar?”, indaga o comerciante de uma loja de águas Jocelio Ademir da Silva. “Minha loja está precisando de uma reforma, pintura, mas não vou investir um dinheiro se eu não sei se vou continuar aqui por muito tempo. Também não sei o tamanho do estoque que preparo para o fim de ano se sequer sei o tamanho do local para onde devo ir. Ligo na CDHU, na Prefeitura, e ninguém sabe de nada.”
 
A entrega das chaves do primeiro centro comercial - dos cinco a serem construídos com um investimento previsto de R$ 19,3 milhões - aconteceu no dia 27 de junho. O local, já em funcionamento, conta com quatro prédios de dois pavimentos, 23 boxes, cinco quiosques e um térreo com 12 boxes.
 
“As informações que chegam até nós vêm do pessoal que já se mudou. Meu medo é eles (CDHU) chegarem aqui, dar pouco prazo para sair e a gente não ter tempo de organizar nada direito”, afirmou o comerciante de uma loja de celulares, Lucas Mendes. “Estamos chegando no fim de ano e tudo tem que ser bem pensado.”
 
Resistência
Enquanto alguns comerciantes têm pressa para se mudar, outros não concordam com a mudança. Muitos, que preferiram não gravar entrevista oficialmente, disseram que há falta de planejamento comercial nas galerias. “Puseram três borracheiros, um ao lado do outro, lá no centro. Está a maior briga. Estão batendo boca por causa de cliente. Os três são meus amigos, então não posso ir em nenhum, que dá confusão”, afirmou um comerciante local. “Para mim, não funciona. As galerias estão ao lado de comércios maiores que o meu. Como vamos competir?”, disse outro.
 
A CDHU
Em nota enviada ao Comércio da Franca, a CDHU afirmou que trabalha para cumprir o Acordo Judicial para a averbação dos condomínios, assinado em 2009, com o acompanhado do Ministério Público e Judiciário. Quanto à entrega dos outros centros, a previsão é para que aconteça entre este e o próximo mês, a depender da emissão do AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) e do Habite-se.
 
“Os comerciantes que vão ocupar as lojas já foram habilitados e estão informados sobre a necessidade destes documentos para a entrega das chaves”, afirmou a CDHU.
 
Outros dois centros comerciais deverão ser concluídos até o fim deste ano. “Para o último centro, a previsão é até junho de 2017. As galerias são compostas por 23 boxes cada e, assim como nos dois primeiros prédios, serão entregues após a emissão da documentação legal pelo Corpo de Bombeiros e pela Prefeitura de Franca”.
 

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