Mulher morre após procedimento estético; suspeitas apontam uso de hidrogel


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Os familiares da cabeleireira contam que dois dias após a aplicação, começaram a surgir bolhas na região e no terceiro dia, havia queimaduras no local.
Os familiares da cabeleireira contam que dois dias após a aplicação, começaram a surgir bolhas na região e no terceiro dia, havia queimaduras no local.

Uma mulher de 51 anos morreu após complicações de um procedimento estético. A cabeleireira Ana Cássia de Carvalho fez a aplicação de um produto nos glúteos, em 22 de setembro. Maiquianne Carvalho, de 23 anos, filha da cabeleireira, relatou ao G1 que Ana Cássia teria usado 1,5 litro de hidrogel.

"Ela tinha amigas no salão que já tinham feito isso [aplicado hidrogel] e resolveu fazer também. Não precisava. Ela estava bem e foi piorando aos poucos. Ainda estamos cheios de dúvidas", afirmou Maiquianne. Os familiares da cabeleireira contam que dois dias após a aplicação, começaram a surgir bolhas na região e no terceiro dia, havia queimaduras no local.

Em 26 de setembro, Ana Cássia foi levada a um hospital de Taubaté, São Paulo, onde morava. Os médicos tentaram realizar uma raspagem, porém, o estado de saúde da cabeleireira se agravou e ela foi transferida para a UTI de um hospital em São José dos Campos, São Paulo.

Ana Cássia passou por cirurgia e seguia em coma induzido. Na quinta-feira, dia 6, ela não resistiu a uma infecção generalizada e morreu. Em nota, o hospital de Taubaté conta que ao dar entrada na instituição, a cabeleireira afirmou ter implantado silicone nos glúteos, sem informar onde teria realizado o procedimento. "O quadro clínico da paciente agravou-se, sendo transferida para São José dos Campos para receber suporte de UTI e intervenções cirúrgicas, e apesar de toda a assistência prestada, a paciente evoluiu com piora, vindo a óbito no dia de hoje", declarou o hospital.
 
O caso é investigado pela Polícia Civil. O exame de necropsia confirmará qual substância foi usada no procedimento, mas a suspeita é que seja mesmo o hidrogel. Renata Cospillas, delegada do caso, aponta que um funcionário do salão de beleza em que Ana Cássia trabalhava seria o responsável pela aplicação do produto.

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