Já dissemos, neste espaço, que a maioria dos sonhos se constitui do desprendimento do espírito, propiciado pelo elastecimento dos laços perispirituais.
Facilitado pelo sono do corpo físico, pode ocorrer de o espírito tomar conhecimento do estágio em que se encontra a sua jornada terrena e as implicações reencarnatórias, isto é, de sua programação existencial.
Pode dar-se, também, com permissão de seus mentores, que penetre regiões superiores da vida, de onde, às vezes, depara-se com eventos por acontecer, na chamada premonição, fenômeno catalogado pela Parapsicologia no campo do psi-gamma (do grego, psi = alma, gamma = gnose, conhecimento).
São profetas, videntes, místicos, médiuns os que têm tais visões premonitórias, às vezes, antecipando conhecimento de ‘fatos’ do futuro.
Acreditamos que estas revelações se situem no campo das probabilidades e jamais no âmbito da fatalidade, e ocorrem quando entidades que têm maiores conhecimentos plasmem, diante do espírito desdobrado, quadros fluídicos que lhe exponham eventos a ocorrerem, respeitando, todavia, o sagrado livre-arbítrio, já que todos temos a faculdade de modificar as circunstâncias intervenientes. Não fora assim e seriamos simples marionetes.
A Bíblia, tanto no velho como no novo testamento, está repleta de sonhos prenunciadores de acontecimentos. O mais significativo é aquele em que José é orientado a fugir para o Egito a fim de evitar a morte do menino Jesus, decretada por Herodes.
Agora, quando se registra mais um ano da tragédia ocorrida com o grupo ‘Mamonas Assassinas’, a mídia, ao falar do acontecimento, lembra que um dos componentes da banda sonhou com o acidente aéreo que os vitimou em grupo.
Pode ser um caso de aviso para que evitassem a exposição à possibilidade da ocorrência, ou se preparassem para recebê-la, com a certeza de que seria em benefício deles, na condição de resgate coletivo.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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