A Câmara Municipal de Miguelópolis é formada por 11 vereadores, oito deles estão presos a partir de buscas que começaram a ser efetuadas no dia 13 de setembro e concluídas terça-feira, 4. Segundo o Ministério Público Estadual, eles estão envolvidos no esquema de fraude em licitações e recebiam propina para votarem de acordo com os interesses do prefeito.
Os promotores denunciam que os vereadores tinham cota para indicar funcionários comissionados na Prefeitura, faziam compras em supermercados e comiam em restaurantes por conta do município. “Os proprietários dos estabelecimentos enviavam as notas para a Prefeitura como se fossem de contratos para fornecimento de marmitex ou merenda”, disse o promotor Rafael Piola.
O vereador João Tadeu Jorge Júnior (PSC) fugiu da ação realizada em setembro e era procurado pela Justiça. Na semana passada, conseguiu um habeas corpus para não ser preso. Disputou as eleições domingo e foi reeleito. Na terça-feira, com o fim do período que proibia prisões a não ser em flagrante, ele se entregou e está na cadeia. “No momento, não há nada que o impeça de ser diplomado para assumir no ano que vem. Vamos analisar se alguma medida judicial pode ser tomada para evitar que isso seja feito”, finalizou Piola.
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