Morreu a empresária Maria Inês Bettarello


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Maria Inês foi sepultada nesta sexta-feira, no Cemitério da Saudade.
Maria Inês foi sepultada nesta sexta-feira, no Cemitério da Saudade.

“Temos certeza que ela continuará olhando por nós com o mesmo olhar carinhoso e dedicado, anjo da guarda sempre pronto a nos proteger”

Morreu às 17h30 do dia 6 de outubro, no Unidade de Terapia Intensiva do Hospital São Joaquim/Unimed, a senhora Maria Inês de Freitas Bettarello, empresária fundadora da Graciela Boutique e integrante da Comunidade Um do Catecumenato da Catedral de Nossa Senhora da Conceição.

Diagnosticada há 8 anos com o Mal de Alzheimer, Maria Inês enfrentou o recrudescimento da doença nos últimos cinco anos. “Há três anos, já tomada pela debilitação física que a doença impõe a seus portadores, mamãe permaneceu acamada e derivou disso todos os outros desconfortos que a agrediram, a exemplo de pneumonias e tromboses. Meu pai — que abriu mão de todas as atividades sociais e de amizade para ficar ao lado dela 24 horas por dia, cuidando dos banhos, da alimentação por sonda e de equipamentos que garantiram algum conforto a mamãe — e profissionais de saúde que nos auxiliaram como puderam, foram seus anjos da guarda. Hoje agradecemos a todos dessa equipe, que jamais esmoreceram, através do médico Lucas Macedo”, disse o filho Argante Neto.

Maria Inês deixou, viúvo, depois de 60 anos de casamento celebrados em fevereiro de 2016, Argante Bettarello. “Papai tinha 24 anos, e mamãe, 18, quando se casaram. Ele, ex-comerciante, empregou-se como gerente comercial na HB e lá permaneceu até aposentar-se, há 12 anos. Mamãe, logo que se casou, abriu instituto de beleza com sua irmã Maria Consolação, dando empregos e conquistando respeito. Era o varejo, entretanto, o grande dom dela. Fechou o salão e abriu Graciela Boutique — de endereço conhecido, à frente da porta principal da antiga Unesp, Centro da cidade —, que se tornou um dos pontos referenciais de alta moda de Franca. Viajava periodicamente e, com seu gosto apurado, trazia para a cidade peças finíssimas de vestuário que se tornaram ‘cult’ da sociedade da época. Foram quinze anos dedicados às suas clientes”, disse o filho. São recordados com saudade, desfiles de moda organizados por ela e sua boutique. “Um, que teve Elke Maravilha, Tony Ramos e Elisabeth Savalla, expoentes da televisão daquele tempo, realizado na AEC/Centro, ficou na história”.

Fechou a boutique mas não saiu do setor. “Dom para a criação de modelos, passou a confeccionar peças consideradas ‘alta costura’ e fez clientela fiel. Mais alguns anos, direcionada por sua fé, deixou paulatinamente suas atividades comerciais e passou a integrar a Comunidade Um do Catecumenato da Catedral N.S. da Conceição. Mais um tempo e voltou-se totalmente à missão. Atuou até meados da década passada, quando os primeiros sinais do Alzheimer passaram a atormentá-la. Devagar, e foi triste observá-la, deixou de ser a mulher dinâmica e entusiasmada de sempre”, disse Neto.

Do enlace matrimonial, Argante e Maria Inês tiveram quatros filhos (o químico Argante Neto, consultor de empresa norte-americana de produtos para a indústria do couro; a protética Maria de Fátima, casada com o representante comercial Emídio César Chereghini; o arquiteto Antônio Luís, casado com a arquiteta Társia; e a fonoaudióloga Juliana Mara, casada com o industrial Élio Gonçalves dos Santos). Também, seis netos (as advogadas Carolina e Gabriela; a psicóloga Isadora, e os estudantes Letícia, Túlio e Júlia).

“Aprendemos com ela, determinação e foco; a não descansar enquanto não tivéssemos conquistado nossos objetivos. Nossa família sempre foi unida e forte, mas foi do sacrifício do trabalho de papai e mamãe que conquistamos formação escolar. Passamos a nossos filhos esses valores. Temos certeza que ela continuará olhando por nós com o mesmo olhar carinhoso e dedicado, anjo da guarda sempre pronto a nos proteger” concluiu Argante Neto.

Velório foi realizado no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Tedesco, aconteceu no Cemitério da Saudade, nesta sexta-feira, dia 7, 16 horas, com grande acompanhamento.

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