Morna no primeiro turno, a campanha eleitoral está congelada no segundo. Apesar de autorizados pela Justiça Eleitoral a pedirem votos desde o começo da semana, Sidnei Rocha (PSDB) e Gilson de Souza (DEM) ainda não colocaram o bloco na rua e estão se limitando a gravar programas para a propaganda no rádio e televisão e a fazerem visitas pontuais. O fato novo ficou por conta de mudança de postura por parte do candidato tucano.
Criticado pelos adversários e por eleitores por se recusar a participar dos debates realizados na primeira fase da campanha, Sidnei Rocha decidiu participar dos confrontos com Gilson de Souza que forem realizados pelos órgãos de comunicação no segundo turno.
O comitê do candidato, inclusive, foi sede de reunião, ontem, com a participação de representantes da coligação de Gilson e jornalistas da TV Clube, para decidirem detalhes do debate que será realizado pela emissora no dia 23 de outubro, às 19h40. A curiosidade ficou pelo fato de os assessores de Gilson não terem assinado a ata e não terem confirmado participação.
Além da Clube, a EPTV e o GCN também vão promover debates. Sidnei disse que irá a todos. “Eu sempre deixei claro que não iria aos debates do primeiro turno por não concordar com o formato. Eram muitos candidatos combinando de atacar o favorito. Agora, como são apenas dois candidatos, não tem jeito de combinar”, ressaltou.
Sidnei passou a tarde de ontem visitando a Santa Casa. Também se reuniu com apoiadores na avenida Brasil. Ele disse que tem priorizado a gravação da propaganda eleitoral. “Ainda não temos previsão de quando vamos colocar a campanha na rua. Apesar do tempo de campanha ser, praticamente, o mesmo do primeiro turno, temos que gastar menos agora. Por isso, é necessário racionalizar os recursos.”
Dono de uma campanha tímida no primeiro turno por conta da escassez de recursos, Gilson de Souza também ainda não colocou material de propaganda na rua. A exemplo do concorrente, está gravando a propaganda eleitoral, fazendo divulgações pelas redes sociais e visitando apoiadores. O candidato não foi encontrado e não retornou aos pedidos de entrevistas feitos a seus assessores.
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