Quem vai salvar as nossas praças?


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Uma das questões que os dois candidatos à Prefeitura de Franca no segundo turno, Sidnei Rocha (PSDB) e Gilson de Souza (DEM) é quanto a revitalização de um grande número de espaços públicos que surgiram como ponto de encontro de famílias e hoje estão abandonadas. O Comércio mostrou, recentemente, que o Parque dos Trabalhadores está completamente abandonado e, assim como outras praças da cidade, tornou-se um ponto de encontro para criminosos e usuários de drogas, além de ficar à mercê de vândalos que destruíram completamente todos os equipamentos de recreação lá instalados. Assim como ela, a situação se espalha por outros pontos da cidade, principalmente em bairros afastados, onde a população clama por opções de lazer.
 
Diante do quadro hoje consolidado, onde a marginália ocupa espaços destinados às famílias, fica patente que a Segurança Pública não consegue cumprir a sua função. Percebe-se que a Polícia Militar não conta com homens e viaturas suficientes para que as praças públicas sejam melhor patrulhadas e cuidadas. Porém, algo precisa ser feito urgentemente. Caso contrário, este fenômeno pode se alastrar e chegar a outros pontos que ainda têm, pelo menos em parte, a segurança preservada. 
 
A Prefeitura poderia utilizar a Guarda Civil Municipal para fortalecer o patrulhamento nos locais mais vulneráveis, como as praças do Jardim ¶ngela Rosa, do jardim Seminário e dos Angicos, no jardim Francano, entre várias outras espalhadas por bairros diversos, como bairro São Joaquim e jardim Éden, entre muitas outras como o Parque dos Trabalhadores localizado no Parque dos Pinhais. Apenas a presença de guardas civis e um reforço no patrulhamento da Polícia Militar seriam capazes de inibir a ação de viciados, traficantes e outros criminosos.
 
Além disso, assim como fez em alguns bairros e com o centro da cidade, quando adquiriu câmeras de vigilância, o Executivo também poderia levar o monitoramento eletrônico aos pontos mais problemáticos. Embora sejam paliativas, soluções como essas seriam capazes de trazer uma redução nas ocorrências criminosas nestes locais públicos. O melhor seria ver todos estes marginais segregados do seio da comunidade. Como ainda não é possível, seria importante que a Prefeitura buscasse soluções mais plausíveis para que as praças da cidade, sem qualquer exceção, sejam devolvidas aos seus verdadeiros donos, os francanos que se sentem acuados e ameaçados em frequentar estes espaços públicos, numa cidade tão carente de pontos de lazer baratos e seguros.
 
 
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