Bancários aceitam proposta e greve termina após 31 dias


| Tempo de leitura: 2 min
Agência do Bradesco, no Centro de Franca, já estava sem os cartazes que anunciavam a greve na tarde dessa quinta-feira
Agência do Bradesco, no Centro de Franca, já estava sem os cartazes que anunciavam a greve na tarde dessa quinta-feira
Após 31 dias de greve, os bancários aceitaram a proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), válida por dois anos, que prevê um reajuste salarial de 8% mais abono de R$ 3,5 mil a ser pago até dez dias após assinatura do acordo. A decisão foi tomada na noite de ontem, após assembleias realizadas pela categoria em todo o país. O funcionamento das agências será normalizado já a partir desta sexta-feira, quando as agências de Franca abrem às 10 horas.
 
O acordo prevê ainda aumento de 15% no vale-alimentação além de 10% no vale-refeição e no auxílio creche. Para 2017, a proposta conta com reajuste de reposição da inflação (INPC) mais 1% de aumento real para os salários e em todas as demais verbas. “A PLR (Participação nos Lucros e Resultados) será reajustada em 8% em 2016 e inflação mais 1% de aumento real em 2017”, informa o site do Sindicato dos Bancários e Financiários do Estado de São Paulo.
 
Uma das cláusulas determinantes para o fechamento do acordo foi o abono total dos dias de paralisação. Ainda segundo o sindicato estadual, esse foi o impasse para o recuo da última rodada de negociações, ocorrida na última quarta-feira. “A Fenaban insistia na compensação total dos dias parados. O Comando de Greve não aceitou qualquer tipo de punição aos grevistas e, após longo impasse, cerca de cinco horas de consulta aos bancos, a Fenaban informou o abono total dos 31 dias de greve.”
 
A proposta também garante novo período da licença-paternidade, que passará de 5 para 20 dias, a partir de 2017.
 
Histórico da Greve
Deflagrada no dia 6 de setembro, a greve dos bancários foi decidida após quatro rodadas de negociações malsucedidas e durou 31 dias, tornando-se a mais longa desde 2004. Em princípio, a pauta de reivindicações da categoria possuía mais de cem cláusulas que envolviam o combate às metas abusivas, assédio moral, estabilidade no emprego e outras questões sociais. No âmbito salarial, o pedido era por reposição inflacionária de 9,5% mais um aumento real de 5%, valorização na participação dos lucros resultados e R$ 1.943 na soma dos vales alimentícios. 
 
Apesar da duração da greve, é a primeira vez em anos que os trabalhadores não conquistam aumento real. Segundo a Fenaban, a maior parte dos trabalhadores já garantiria a reposição da inflação com o pagamento do abono. Mas esse abono não é incorporado ao salário.
 
Na região de Franca, o ápice da paralisação foi de 70% e, na cidade, 60% das agências chegaram a fechar. Ontem, o número já era baixo e das 46 agências locais, apenas 15 não tiveram expediente.
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários