Há uma semana das eleições, a expectativa de alguns especialistas em política local era a de que Franca não se teria segundo turno.
Sim, pois em que pese a precariedade de pesquisas oficiais, a sensação, naquele momento da campanha, era a de que o candidato Sidnei Franco da Rocha se elegeria já no primeiro turno.
Que fatos ocorreram na reta final da campanha, para ocasionar mudanças na tendência que se apresentava?
Primeiramente, não se pode negar o crescimento da candidatura da pretendente Flávia Olivito Lancha Alves de Oliveira, do PMDB. Ela e seus propósitos, sem dúvida, constituíram o fato novo da eleição 2016, em Franca. Mesmo não tendo chegado ao segundo turno, Flávia merece elogios, já que concorreu contra dois ex-prefeitos e dois ex-deputados, todos calejados em disputas eleitorais.
O segundo fato, a meu ver, foi a decisão equivocada do candidato tucano Sidnei Franco da Rocha em não participar de debates no rádio e na televisão, especialmente por se tratar de pleito com curto período de propaganda eleitoral e baseada em parcos recursos financeiros.
Confesso que não consegui entender a decisão do ex-prefeito Sidnei. Ele é, reconhecidamente, competente em debates, conhece os problemas de Franca como ninguém e teve seus dois mandatos como prefeito, muito bem avaliados.
Ademais, e sem dúvida, o episódio do passado envolvendo sua ida para a Vasp mesmo com mandato de prefeito em curso, já foi redimido pela população em duas outras oportunidades.
O terceiro aspecto a ser pontuado, é a inegável força política do candidato Gilson de Souza em nossa cidade. Sem dúvida, entre os postulantes com mais chances de vitória, fez a campanha mais humilde e menos rumorosa.
Pós-segundo turno, qualquer que seja o resultado das urnas, Gilson sairá fortalecido para uma eventual disputa eleitoral futura, seja para cargo majoritário, ou mesmo, parlamentar.
Setímio Salerno Miguel
Advogado empresarial, professor da Faculdade de Direito de Franca.
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