A questão não é nova, mas diante da evolução dos fatos, torna-se extremamente preocupante: o número de assaltos só tem aumentado. Um dos indicadores desta situação pode ser visto em estabelecimentos comerciais que espalham aparatos de segurança, como câmeras, no seu interior. O problema é que até um pequeno ponto de comércio de bairro tem sido obrigado a instalar equipamentos caros para tentar inibir a ação dos criminosos. Pelo que se percebe, sem muito sucesso. Há casos em que o número de assaltos acaba levando o comerciante a abandonar os negócios, já que a Segurança Pública não consegue dar uma resposta efetiva aos anseios da população que se vê hoje acuada pela violência do crime (organizado ou não).
O Portal GCN publicou ontem que pelo menos três assaltos (em que a violência e ameaças de morte figuram como elementos comuns) foram registrados na noite de segunda-feira, 3. Os roubos aconteceram em diferentes pontos da cidade, em menos de duas horas, e deixaram prejuízos para os comerciantes. Uma farmácia no bairro São Joaquim, uma padaria no Jardim Tropical e uma loja de roupas esportivas na Vila Hípica foram o alvo, todas invadidas por bandidos armados que levaram dinheiro e aparelhos eletroeletrônicos, deixando funcionários e frequentadores assustados. É uma situação que tem se repetido cotidianamente, sem que haja uma resposta positiva daqueles que são responsáveis por nossa segurança. Diante da violência, há comerciantes que estão trabalhando atrás de grades, numa verdadeira inversão de valores onde o cidadão de bem tem o seu direito à liberdade tolhido e os criminosos gozam de liberdade para agirem sem qualquer freio.
O que torna a situação mais difícil é que grande parte destes marginais é composta por menores de idade. Mesmo sendo identificados e detidos, gozam de uma impunidade que revolta quem trabalha e é agredido e roubado. Mesmo cometendo crimes de gente grande, são tratados como crianças e não ficam mais do que cinco anos em instituições como a Fundação Casa. Mais uma vez, reiteramos que a Legislação leniente e a Justiça lenta são dois dos principais motivos pela situação que todos enfrentamos. No caso dos menores, eles contam com a proteção do ECA (Estatuto do Menor e do Adolescente), que lhes dá direitos, mas não cobra deveres. É algo que precisa mudar, assim como a série de benefícios do Código Penal que permite ao criminoso cumprir apenas um terço da pena e ninguém fica mais de 30 anos atrás das grades — mesmo condenado a centenas de anos de prisão. Se não mudarmos isso, vamos continuar lamentando as cenas violentas do nosso dia a dia, além de temer por nossas vidas o tempo todo.
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